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O dólar alto atraiu muitos ex-decasséguis de volta ao Nihon. Tenho conhecidos que estavam desiludidos, pois tentaram colocações no mercado de trabalho mas não se adaptaram com os salários pagos no Brasil. Outros, abriram negócios e tiveram que fechar. Alguns conseguiram investir de modo que se estabilizaram aqui.
No início do movimento decasségui, na década de 80, os salários eram altos e os zangyôs abundantes. O câmbio favorecia investimentos e o dinheiro multiplicava. Depois, o iene ficou forte, e o dólar pareou com o Real. Trabalhava-se muito no Japão para sobrar pouco no Brasil. Depois, o Japão passou por um longo período de depressão econômica, com o desemprego assombrando os decasséguis que tiveram que retornar ao Brasil. Alguns anos assim, e agora recomeçou o momento bom para juntar dinheiro. Mas espera aí: deu pra perceber um ciclo de altos e baixos nisso? Assim é a economia em qualquer lugar, em qualquer país.

Com a economia nesse sobe e desce, como posso ter sucesso em um projeto?

Vou lhes dizer o que aprendi com isso: não é a economia de um país que determina o sucesso ou fracasso de um projeto. Tem influência, mas não é o principal.
O que determina o sucesso ou fracasso são os fatores internos, aqueles que estão ao nosso alcance para gerenciar.

Assumindo, com coragem, que somos os capitães de nossas vidas, deixamos de culpar os ventos e as tempestades – que não podemos mudar – e colocamos 110% de nossas energias em direcionar as velas, em aproveitar as marés para achar atalhos, em liderar a equipe para que se sintam motivados e, assim, chegar ao destino traçado.  “Mas, Toshio, eu não levo jeito para isso…estou confuso, acho que comigo não dá certo” – alguns dirão. Sabe por que você se sente assim? Porque não aprendemos isso na escola!

Exato: não é que você não nasceu com jeito para isso. Você simplesmente ainda não aprendeu as técnicas para lidar com suas emoções, pensamentos e planejamento. Não aprendemos educação financeira, nem treinamos os 32 comportamentos que levam as pessoas ao sucesso.

É por isso que apesar da coluna abordar o empreendedorismo, costumo falar também nas palestras que empreender é mais do que abrir um negócio. Empreender é um conjunto de ferramentas que podem ser desenvolvidas. E isso depende de cada um de nós querer ou não utilizar, nos auxiliam a progredir em nosso meio social, em nossa autoestima, na carreira, nos relacionamentos, nos projetos pessoais e – vejam só – até no negócio próprio!

A pessoa de sucesso busca alternativas, se automotiva, lê livros e acessa sites com conteúdo positivo, troca experiências e é uma eterna aprendiz, de coração e ouvidos abertos.

Talvez tenham notado que nos 6 artigos escritos até agora, venho reforçando mais o fator mental e comportamental do que dicas de negócios em si. Porque, por experiência própria, vi que a diferença do sucesso ou insucesso não são as ideias. Não importa se aparentemente são boas ou más, completas ou incompletas.

O que faz a diferença entre uma pessoa feliz com seus propósitos e escolhas, e outra triste e desesperançosa com a vida que leva, é a capacidade com que cada uma lida com seus problemas, é a capacidade de Fazer Acontecer, de não viver apenas no mundo das ideias. A primeira pessoa busca alternativas, se automotiva, lê livros e acessa sites com conteúdo positivo, troca experiências e é uma eterna aprendiz, de coração e ouvidos abertos. Ela é capitã da sua vida. A outra, pelo contrário, marcada pelas dores, pelos insucessos passados, se paralisa pelos erros ou pelo medo, se fecha na sua própria visão de mundo, não busca orientação e não aceita mudanças, sempre com uma resposta pronta na língua para defender seu ponto de vista. Diferente da primeira, ela tem postura de mestre, e assim se fecha para mudanças. Ela é o marujo que cai ao mar e precisa ser resgatado a cada tempestade.

Eu era o tipo de marujo que vivia caindo ao mar e agora estou aprendendo a navegar.

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