A Honda deposita suas esperanças na instalação de tecnologia avançada da Fórmula 1 em veículos de mercado de massa.
TÓQUIO – O presidente da Honda Motor Co., Toshihiro Mibe, afirmou na terça-feira que a montadora retornará à Fórmula 1, apesar dos custos associados à sua participação na prestigiosa categoria do automobilismo, buscando fortalecer sua tecnologia de motores para seus veículos produzidos em massa.
A Honda, que se retirou do esporte em 2021, retornará ao campeonato de automobilismo na temporada de 2026 e fornecerá motores híbridos para a Aston Martin, que desenvolverá o chassi.
"Estamos escolhendo deliberadamente um caminho difícil para alcançar o crescimento e construir tecnologia de classe mundial", disse Mibe em uma coletiva de imprensa em Tóquio.
Um novo teto para o custo unitário de energia foi estabelecido em US$ 130 milhões a partir de 2026. Ainda assim, o orçamento é considerável, visto que a Honda prevê uma queda de 64% nos lucros para o atual ano fiscal, em parte devido ao aumento das tarifas americanas sobre veículos importados do Japão.
Mibe afirmou que sua empresa espera que os engenheiros da F1 ajudem a desenvolver tecnologia avançada para produtos voltados ao mercado de massa.
"Estamos passando por dificuldades, mas faz sentido participar da F1", disse Mibe.

