A polícia prendeu seis pessoas por solicitarem fundos estrangeiros sem autorização.
Seis pessoas foram presas sob suspeita de induzir investidores a aplicar seu dinheiro em um fundo estrangeiro quando a empresa não possuía licença.anunciou o Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio em 14 de maio.
Entre os detidos estavam Yoji Osaka, de 50 anos, executivo da Global Investment Lab Inc. (GIL), e outros cinco que operavam a empresa sem licença, em violação da Lei de Instrumentos Financeiros e Câmbio.
Autoridades policiais estimam que os seis homens arrecadaram cerca de 87 bilhões de ienes (US$ 548 milhões) de aproximadamente 7.300 pessoas em todo o Japão após agosto de 2014 para investir na Sterling House Trust, um produto financeiro estrangeiro.
Uma única pessoa contribuiu com aproximadamente 330 milhões de ienes.
Segundo informações da polícia, as outras cinco pessoas presas eram responsáveis por aliciar potenciais clientes.
Entre maio de 2018 e outubro de 2023, os seis conspiraram para reunir 14 pessoas em uma sala de reuniões alugada em Osaka para investir no fundo estrangeiro, embora a empresa não possuísse licença.
Segundo o MPD, a GIL tinha aproximadamente 1.000 supostos membros que aliciavam outros potenciais clientes.
A proposta de venda incluía garantias de que o capital estava garantido, que o dividendo anual seria de 12% e que o dinheiro investido seria depositado na conta de uma empresa estrangeira de títulos em nome do cliente.
Os clientes também foram informados de que teriam de pagar uma taxa caso solicitassem o cancelamento do contrato no prazo de dois anos após o investimento, uma aparente manobra para impedir que os investidores retirassem seus investimentos.
Os membros receberam uma compensação com base nos investimentos adicionais que fizeram na GIL.
Os pagamentos de dividendos foram interrompidos em junho de 2024. Os responsáveis da GIL explicaram que a empresa estrangeira estava sendo auditada pelas autoridades financeiras e que nenhum investidor poderia sacar seu dinheiro, mas que não havia nenhum problema.
A Comissão de Supervisão de Valores Mobiliários (SESC) alertou a GIL sobre a mensagem transmitida a potenciais clientes a respeito de bons retornos sobre o investimento e afirmou que a empresa não deveria garantir retorno sobre o investimento para o produto financeiro.
Em outubro de 2024, o Tribunal Distrital de Tóquio emitiu uma ordem aos executivos da GIL exigindo que cessassem a captação de novos investimentos, atendendo a um pedido da SESC.

