A taxa de juros de referência do Japão atingiu seu nível mais alto em 30 anos, chegando a 3%, graças às apostas nas taxas de juros.
O rendimento dos títulos do governo recém-emitidos com vencimento em 10 anos, a referência para as taxas de juros de longo prazo, chegou a atingir 3% em determinado momento no dia 1º de setembro.
Este é o seu ponto mais alto em quase 30 anos.
Os títulos foram vendidos em antecipação a um futuro aumento das taxas de juros no Japão e nos Estados Unidos. Os rendimentos se movem inversamente aos preços.
Além disso, a alta dos preços do petróleo bruto, impulsionada por preocupações com a situação no Oriente Médio, pressionou os preços dos títulos e elevou os rendimentos.
Segundo a Japan Bond Trading Co., o rendimento de referência atingiu pela última vez 3% em 9 de setembro de 1996.
Naquela época, a referência para as taxas de juros de longo prazo era o rendimento do título do governo de 10 anos mais negociado.
As taxas de juros de longo prazo mantêm uma tendência de alta desde a posse do governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, em outubro.
Os títulos do governo estão sob pressão devido aos temores de que o governo possa emitir mais títulos públicos como parte de sua política fiscal expansionista e que o aumento dos preços do petróleo bruto, resultante das tensões no Oriente Médio, possa alimentar a inflação.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, disse em um discurso em 28 de agosto que, se a inflação alta persistir, "teremos trabalho a fazer".
Essa declaração foi amplamente interpretada como um sinal de disposição para aumentar a taxa básica de juros, o que elevaria os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.
Crescem também no mercado as especulações de que o Banco do Japão, temendo que um iene mais fraco exacerbe as pressões inflacionárias, poderá aumentar as taxas de juros em sua reunião de política monetária nos dias 17 e 18 de setembro.

