A evacuação de cidadãos do Oriente Médio para o Japão foi uma das maiores operações desse tipo.
TÓQUIO – A evacuação de cidadãos japoneses e seus familiares do Oriente Médio devastado pela guerra tornou-se uma das maiores operações desse tipo no país, superando a evacuação de Wuhan, na China, em 2020, onde o surto de COVID-19 foi detectado pela primeira vez.
Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva em larga escala contra o Irã em 28 de fevereiro, um total de 836 pessoas retornaram ao Japão em quatro voos fretados pelo governo, em comparação com as 828 que evacuaram Wuhan.
O número de evacuados aumentou drasticamente, em parte porque muitos estudantes japoneses viajam para o exterior nesta época do ano para comemorar sua formatura. O ano letivo japonês começa em abril e termina em março.
Até o momento, três dos quatro aviões foram fretados pela Ethiopian Airlines, transportando um total de 560 pessoas.
Segundo a Narita International Airport Corp., a companhia aérea nacional etíope começou a operar voos para Narita, perto de Tóquio, em abril de 2015 e atualmente opera seis voos de ida e volta por semana para a capital Addis Abeba, via Coreia do Sul.
A Ethiopian Airlines foi escolhida pelo governo japonês por operar voos regulares para várias partes do Oriente Médio e por o país africano manter relações relativamente boas com o Irã e os Estados Unidos, dois dos países envolvidos no conflito, disseram fontes próximas ao assunto.
O governo japonês também fretou um voo da Emirates vindo de Dubai, que chegou na quarta-feira ao aeroporto de Haneda, em Tóquio, com 276 evacuados a bordo.

