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O Japão tem "carta branca" diante das flutuações excessivas do iene (chefe das finanças).

TÓQUIO – A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou na terça-feira que o Japão tem “carta branca” para lidar com a recente e acentuada desvalorização do iene, indicando a possibilidade de intervenção monetária para conter sua volatilidade.

O iene caiu acentuadamente para a mínima de um mês, atingindo 157,78 em relação ao dólar americano no final da semana passada, mesmo com o Banco do Japão elevando sua taxa básica de juros.

"Não creio que os recentes acontecimentos reflitam os fundamentos (econômicos) e os consideraria especulativos", disse Katayama em uma coletiva de imprensa, acrescentando que o governo tomaria medidas contra "movimentos excessivos".

O banco central elevou na sexta-feira sua taxa básica de juros para o nível mais alto em 30 anos, em torno de 0,75%, mas o presidente do banco, Kazuo Ueda, não deu nenhuma indicação clara sobre o ritmo dos futuros aumentos da taxa.

Aumentaram as expectativas de que o Banco do Japão (BoJ) aumentará as taxas de juros em um ritmo mais lento do que o previsto, o que pressionaria o iene, indicaram operadores do mercado.

Eles acrescentaram que a moeda japonesa se recuperou um pouco devido à cautela em relação a uma possível intervenção das autoridades japonesas.

Embora um iene mais fraco aumente a renda que os exportadores japoneses ganham no exterior quando repatriados e fortaleça a competitividade de preços dos produtos fabricados no Japão no exterior, também pode alimentar a inflação, aumentando os custos de importação para este país com poucos recursos naturais.

Ao meio-dia, o dólar americano estava cotado entre 156,35 e 36 ienes, em comparação com 156,95 e 157,05 ienes em Nova York e entre 157,47 e 50 ienes em Tóquio na segunda-feira, às 17h.