Especialistas comentam sobre um forte terremoto e pedem vigilância contra os mais significativos.
TÓQUIO – Diversos especialistas comentaram o forte terremoto da noite de segunda-feira, que provocou um tsunami na costa do Pacífico, no nordeste do Japão, e pediram vigilância para prevenir futuros terremotos.
Yoshihiro Hiramatsu, professor da Universidade de Kanazawa e especialista em estudos sísmicos, afirmou que o último terremoto pode ser atribuído a uma placa tectônica que ainda não havia se rompido durante o terremoto de magnitude 9,0 que atingiu a mesma região em 2011.
"A julgar pela profundidade da origem do terremoto e pelo ângulo da falha, acredita-se que ele tenha ocorrido na zona de fronteira onde a placa tectônica do lado oceânico está subduzindo sob a placa tectônica do lado continental, sobre a qual está localizado o arquipélago japonês", disse ele.
Segundo Hiramatsu, o terremoto pode ter sido causado por uma placa tectônica que ainda não se rompeu, já que ocorreu ao norte da área onde o terremoto de 11 de março de 2011 teve origem.
Observando que terremotos de magnitude 8 ou superior já ocorreram na região, notadamente em 1968 na costa de Tokachi, Hokkaido, o professor pediu cautela. Ele acrescentou que o tremor mais recente pode ter alterado o equilíbrio do solo, talvez preparando o terreno para um terremoto maior.
Takuya Nishimura, professor do Instituto de Pesquisa para Prevenção de Desastres da Universidade de Kyoto, afirmou que não havia dúvidas de que o último terremoto foi o que se conhece como um terremoto de zona de subducção, semelhante aos que ocorrem na fronteira entre duas placas tectônicas do Pacífico.
Ele explicou que foi observado um tremor forte porque o terremoto ocorreu perto do solo, embora estivesse muito abaixo da superfície.
Hiroaki Takahashi, professor de estudos sísmicos da Universidade de Hokkaido, também sugeriu que os movimentos das placas tectônicas causaram o último terremoto, alertando para a necessidade de cautela diante das ondas de tsunami e dos fortes tremores secundários neste momento.

