O Japão enfrenta grandes atualizações em sua estratégia de defesa após os conflitos com a Ucrânia e o Irã (Koizumi)
TÓQUIO — O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou na sexta-feira que seu país deve aprofundar as discussões sobre como se defender melhor contra novos tipos de ameaças, visto que o conflito russo-ucraniano e a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã mudaram a forma como as batalhas são travadas.
Este comentário surge num momento em que o Japão se prepara para rever três documentos de segurança nacional ainda este ano, com o objetivo de reforçar as suas capacidades de defesa, no que Koizumi considera o ambiente de segurança mais crítico desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
"Durante a invasão (russa) da Ucrânia, a tecnologia de drones foi atualizada em questão de semanas – uma velocidade de inovação sem precedentes", disse ele a repórteres após uma reunião de gabinete.
"As forças armadas dos EUA planejam adquirir pelo menos um milhão de drones nos próximos dois a três anos. Portanto, precisamos considerar o que fazer, levando em conta a escala das compras realizadas por diferentes países."
O Japão aumentou significativamente seus gastos com defesa em um momento de crescentes ameaças da China e da Coreia do Norte.
O ministro também afirmou que as entregas de mísseis Tomahawk de ataque conjunto, fabricados nos EUA e na Noruega, às Forças de Autodefesa já começaram, visto que o Japão pretende reforçar sua capacidade de defesa "de imobilização", o principal pilar das chamadas capacidades de contra-ataque.
Esses mísseis são capazes de ser lançados além do alcance do fogo inimigo.
"Nossas capacidades de defesa, incluindo mísseis de longo alcance, permanecem o mínimo necessário para a autodefesa, a serem usadas apenas em caso de ataque armado de outro país, e não constituem uma ameaça para outras nações", disse Koizumi.

