O Japão está passando por um declínio sem precedentes no número de agricultores independentes, que caiu para 1,02 milhão.
TÓQUIO – O número de trabalhadores agrícolas autônomos no Japão caiu 25,1% em 2025 em comparação com cinco anos atrás, chegando a 1,02 milhão, marcando o declínio mais acentuado já registrado, mostraram dados do governo nesta sexta-feira, à medida que o setor, crucial para a segurança alimentar, continua em declínio devido ao envelhecimento da população.
A idade média dos chamados trabalhadores agrícolas básicos caiu de 67,8 anos para 67,6 anos em 2020, marcando o primeiro declínio desde 1995, refletindo o impacto das aposentadorias na força de trabalho, de acordo com o Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas.
O número total de trabalhadores agrícolas no país diminuiu em 342.000 em comparação com o levantamento anterior. Dados comparáveis tornaram-se disponíveis em 1985.
A diminuição do número de trabalhadores agrícolas, segundo o último censo, reflete a falta de pessoas que ingressam nessa profissão, principalmente jovens, o que reforça as preocupações com o aumento de terras agrícolas abandonadas.
O aumento vertiginoso do custo dos materiais também contribuiu para a diminuição do número de agricultores, de acordo com o ministério.
O número de entidades de comercialização agrícola, incluindo empresas, caiu 23,0%, para 828.000, ficando abaixo de um milhão e marcando o maior declínio desde que os dados comparativos se tornaram disponíveis em 2005.
Ao mesmo tempo, o número de entidades comerciais cooperativas, excluindo operadores individuais, aumentou 2,9%, atingindo 39.000.
A consolidação das terras agrícolas prosseguiu, com a área cultivada por entidade comercial aumentando em 0,6 hectares, atingindo 3,7 hectares. Pela primeira vez, mais da metade da área total cultivada era operada por grandes empresas agrícolas que cultivavam 20 hectares ou mais.
A área de floresta diminuiu em 20.000 hectares, para aproximadamente 24,75 milhões de hectares, dos quais 71,2% pertencem a interesses privados.
De acordo com o censo, as florestas cobriam 66,3% da área total do Japão, uma queda de 0,1 ponto percentual, e o número de empresas florestais diminuiu 32,9%, para 23.000.

