Japão inicia monitoramento de mídias sociais 24 horas por dia nos Jogos de Milão-Cortina
MILÃO – O Comitê Olímpico Japonês iniciou um monitoramento contínuo de mídias sociais para identificar mensagens abusivas direcionadas a atletas olímpicos japoneses que participam dos Jogos de Milão-Cortina.
Esta é a primeira vez que a organização estabelece um escritório local nos Jogos Olímpicos no exterior, com seis funcionários na Itália e outros 16 no Japão, encarregados de encontrar mensagens difamatórias sobre atletas japoneses.
A operação utilizará tecnologia de inteligência artificial para sinalizar mensagens que contenham linguagem ofensiva, as quais serão então analisadas por membros da equipe. Caso uma mensagem seja considerada altamente maliciosa, o JOC solicitará sua remoção por meio do operador do site.
Hirofumi Takeshita, chefe do Comitê Olímpico Japonês em Milão, afirmou que esse esforço "visa garantir que os atletas possam dar o seu melhor".
A operação de monitoramento de mídias sociais já solicitou a remoção de cerca de 380 publicações desde meados de janeiro, mas nem todos os pedidos foram aceitos, e dezenas foram removidas com sucesso.
A patinadora artística Kao Miura destacou as tentativas de proteger os atletas de testes injustos.
O campeão do Torneio dos Quatro Continentes de 2026 afirmou na terça-feira, ao chegar em Milão, que os abusos online e as mensagens diretas que recebeu foram "inaceitáveis" e deixaram "algumas pessoas magoadas ou tristes".
O Comitê Olímpico Internacional também está trabalhando para monitorar as mídias sociais em tempo real, dando continuidade a um esforço semelhante durante os Jogos Olímpicos de Verão de Paris 2024.
Na Itália, o COI está concentrando seus esforços na identificação de imagens de atletas editadas por IA, e o COJ está comprometido em compartilhar informações e trabalhar com o órgão internacional.
“Queremos identificar os postes o mais rápido possível para que os atletas se sintam seguros”, disse Hidehito Ito, chefe da delegação japonesa na Itália.

