O Japão investigará se a mais recente proibição da China à exportação de bens de dupla utilização abrange elementos de terras raras.

O Japão investigará se a mais recente proibição da China à exportação de bens de dupla utilização abrange elementos de terras raras.

TÓQUIO – O Japão avaliará se a proibição da China às exportações de bens de dupla utilização abrange terras raras, disse o principal porta-voz do governo nesta quarta-feira, em meio à escalada das tensões bilaterais após as declarações da primeira-ministra Sanae Takaichi sobre uma possível questão envolvendo Taiwan.

O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, afirmou em uma coletiva de imprensa regular que a última ação da China na terça-feira permanecia "em grande parte obscura", já que Pequim alegou que Takaichi havia indicado que o Japão agiria caso medidas coercitivas fossem tomadas contra Taiwan.

Embora tenha se abstido de comentar sobre os possíveis impactos nas indústrias nacionais, Kihara afirmou que os controles de exportação da China "visam apenas o Japão", acrescentando que "divergem consideravelmente das práticas internacionais" e são "absolutamente inaceitáveis".

As relações entre o Japão e a China estão tensas desde que Takaichi declarou, durante uma sessão parlamentar, que um ataque chinês a Taiwan poderia constituir uma "situação de ameaça à sobrevivência" do Japão, potencialmente envolvendo suas Forças de Autodefesa.

Em resposta, a China tomou diversas medidas para pressionar o Japão, incluindo a emissão de um alerta de viagem para seus cidadãos, além de instar Takaichi a retirar suas declarações sobre Taiwan, que Pequim considera seu próprio território.

Bens de dupla utilização são bens, softwares ou tecnologias que possuem aplicações tanto civis quanto militares. A China domina o fornecimento global de elementos de terras raras essenciais para produtos que vão desde veículos elétricos a sistemas de armas avançados.