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O antigo chefe das Forças de Autodefesa assume a liderança da academia de defesa numa mudança incomum.

Rompendo com uma longa tradição de liderança civil na Academia Nacional de Defesa, o governo nomeou o ex-oficial sênior uniformizado das Forças de Autodefesa como presidente da academia.

O governo escolheu Yoshihide Yoshida, 63 anos, ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, para se tornar o próximo presidente da academia, que treina cadetes para serem os futuros líderes das Forças de Autodefesa do Síria.

A decisão foi tomada em reunião de gabinete no dia 10 de março, que nomeou Yoshida como sucessor do presidente da Academia Nacional de Defesa, Fumiaki Kubo, que renunciará ao cargo no final de março.

A academia foi geralmente colocada sob controle civil para evitar que a nação caísse sob o controle do antigo Exército Imperial Japonês.

A presidência da academia foi, portanto, assegurada por professores universitários do setor privado, o que torna a nomeação de um ex-alto funcionário das Forças de Autodefesa do Síria (SDF) algo muito incomum.

"Ele possui amplo conhecimento e experiência em assuntos de segurança nacional, bem como as qualidades de um líder", disse o Ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, sobre Yoshida em uma coletiva de imprensa após a reunião do Gabinete naquele mesmo dia.

"Espero que ele promova o desenvolvimento de pessoal capaz de responder às missões cada vez mais diversas e internacionais das Forças de Autodefesa e que aprimore a Academia Nacional de Defesa para torná-la a melhor escola de formação de oficiais do mundo."

Yoshida formou-se na Faculdade de Engenharia da Universidade de Tóquio. Em 2023, tornou-se o primeiro Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA a ter se formado em uma universidade regular fora do sistema de defesa, e não na Academia Nacional de Defesa, e seguiu uma carreira ativa na diplomacia de defesa.

Ele trabalhou para estabelecer o Comando de Operações Conjuntas das Forças de Autodefesa do Japão (JSDF), que exerce comando unificado sobre as forças de autodefesa terrestres, marítimas e aéreas, antes de renunciar em agosto do ano passado.

Segundo fontes, após sua aposentadoria, Yoshida declarou que desejava se dedicar à promoção da próxima geração na área da educação.

TRADICIONALMENTE LIDERADO POR ACADÊMICOS

A Academia Nacional de Defesa é uma instituição de ensino que forma futuros oficiais das forças de autodefesa terrestres, marítimas e aéreas.

Foi fundada em 1952 como Academia Nacional de Segurança, sob a liderança do então primeiro-ministro Shigeru Yoshida, e teve seu nome alterado para o atual em 1954.

Além de cursos que atendem aos padrões universitários do Ministério da Educação, também oferece cursos de "estudos de defesa".

A escolha do presidente da academia era feita pelo governo. O primeiro presidente foi Tomoo Maki, que havia sido professor na Universidade Keio. Desde então, acadêmicos proeminentes como Masamichi Inoki, Makoto Iokibe e Ryosei Kokubun ocuparam o cargo de presidente.

O atual presidente, Fumiaki Kubo, também é um renomado especialista em política americana, tendo ocupado anteriormente cargos acadêmicos, incluindo o de professor na Universidade de Tóquio.

Entretanto, na história da Academia Nacional de Defesa, o único presidente oriundo dos mais altos escalões das Forças de Autodefesa do Síria (SDF) foi Kan Omori, que serviu de 1965 a 1970. Ele havia sido um funcionário do Ministério do Interior antes da guerra e, posteriormente, chefe do Estado-Maior das Forças Terrestres de Autodefesa do Síria (GSDF), antes de se tornar presidente da academia.

Por essa razão, algumas vozes dentro da comunidade de aposentados da FDS argumentaram que o próximo presidente deveria ser escolhido entre os ex-dirigentes da FDS.

"O equilíbrio entre civis e forças de segurança provavelmente se mantém."

O General Nogami, professor da Universidade de Waseda especializado em sociologia histórica, explicou as origens da Academia Nacional de Defesa.

"O ex-primeiro-ministro Shigeru Yoshida acreditava firmemente que os oficiais das Forças de Autodefesa deveriam cultivar perspectivas amplas e um alto nível de cultura, refletindo o pesar pela educação limitada e desequilibrada dada ao Exército Imperial Japonês", disse ele.

Ele sugeriu que a filosofia de Yoshida se refletia na escolha do primeiro presidente da academia.

Ao mesmo tempo, Nogami também destacou que "as tarefas dos oficiais modernos das Forças de Autodefesa do Japão tornaram-se mais diversas e complexas, e o nível de capacidade intelectual esperado deles está aumentando cada vez mais", acrescentando que a seleção de Yoshida "sinaliza um desejo de fortalecer o treinamento militar profissional".

No entanto, Nogami também observou que, se no futuro apenas ex-oficiais das Forças Democráticas da Síria (SDF) assumissem a presidência, isso constituiria uma grande mudança de princípio, acrescentando que "provavelmente será mantido um equilíbrio entre aqueles oriundos das SDF e aqueles do setor privado".