O destino dos animais no fechamento do Zoológico de Sapporo permanece incerto

O destino dos animais no fechamento do Zoológico de Sapporo permanece incerto

SAPPORO — Mais de 300 animais, incluindo alguns predadores, em um zoológico particular em Sapporo, no norte do Japão, enfrentam um futuro incerto, pois ainda não foram retirados das instalações devido ao fechamento no final deste mês.

A operadora do North Safari Sapporo, em Hokkaido, apresentou às autoridades seu plano de realocar cerca de 300 dos 640 animais que tinha no final do ano passado até o final de março, mas não disse o que fará com o restante.

Quando o governo municipal de Sapporo realizou sua última inspeção no local na sexta-feira, antes do fechamento do zoológico, ainda havia 209 mamíferos, 79 aves e 31 outros animais. Alguns deles devem permanecer no zoológico após o fechamento definitivo, anunciou a cidade na terça-feira.

O zoológico foi inaugurado em uma área com restrições de zoneamento em 2005, sem que a operadora, Success-Kanko Corp., obtivesse as licenças necessárias.

Embora a cidade tenha confirmado construções ilegais no zoológico já em 2004 e, desde então, tenha solicitado à operadora a remoção de construções não autorizadas 17 vezes, o número de estruturas ilegais continuou a aumentar, chegando a 156.

Foi revelado em fevereiro que o zoológico estava operando há cerca de 20 anos sem as devidas licenças.

A operadora anunciou em março que fecharia o zoológico até o final de setembro. Em um relatório subsequente à cidade, informou que 210 animais, um terço do total sob seus cuidados, haviam sido realocados até o final de março, com quase 100 outros programados para serem realocados até o final de março de 2026.

Uma agência de promoção de pequenas empresas do Ministério da Indústria e do governo de Sapporo está solicitando que a operadora devolva os subsídios recebidos anteriormente.

O North Safari Sapporo, cujo apelo incluía a proximidade relativa dos animais, se autodenominava o zoológico mais perigoso do Japão e era amplamente promovido na televisão e em sites de viagens.

Mas algumas de suas atividades beiravam o extremo. Um experimento anunciado pelo zoológico permitia que visitantes alimentassem um tigre sem nenhuma barreira de proteção, enquanto outro participante fingia ficar em um quarto de hóspedes com um recinto de leões ao lado.

Uma placa no zoológico dizia: "Este não é um zoológico comum. É perigoso. Venha por sua conta e risco."