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O governo japonês está considerando a criação de um novo cargo de ministro da inteligência.

TÓQUIO — O Japão está considerando a criação de um novo cargo ministerial para supervisionar a inteligência, disse um alto funcionário do governo nesta terça-feira, como parte dos esforços para reforçar sua capacidade de centralizar informações em um ambiente de segurança cada vez mais complexo.

O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, deverá assumir essa nova função simultaneamente, disse a fonte oficial. Kihara já lida com assuntos de inteligência no Parlamento.

Essa decisão surge em um momento em que o governo, liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi, planeja criar uma nova secretaria nacional de inteligência já em julho, modernizando o atual Gabinete de Inteligência e Pesquisa, de acordo com fontes próximas ao assunto.

Essa melhoria fazia parte dos compromissos que o Partido Liberal Democrático, no poder, concordou em cumprir com o Partido da Inovação do Japão, formando uma coalizão, o que abriu caminho para que o líder do PLD, Takaichi, se tornasse primeiro-ministro no final de outubro.

Kihara declarou em uma coletiva de imprensa regular na terça-feira que o fortalecimento das capacidades de inteligência do Japão, por meio da integração e análise das informações coletadas em todos os ministérios, ajudaria o governo a obter "informações de alta qualidade em tempo hábil para a tomada de decisões adequadas".

De acordo com o acordo entre o PLD e o JIP, o órgão proposto teria o mesmo nível hierárquico que a Secretaria de Segurança Nacional, responsável pela coordenação das políticas externa e de defesa relacionadas à segurança nacional.

Mas, embora o governo esteja se apressando em propor legislação destinada a fortalecer as capacidades de inteligência, crescem os temores de que a intensificação das atividades possa levar a uma maior vigilância dos cidadãos.