O número de avistamentos de ursos atingiu o nível mais alto em cinco anos devido à escassez de faias.
Estatísticas oficiais confirmam a crescente crise dos ursos, com 20.792 avistamentos relatados em todo o país nos seis meses até setembro, número que já ultrapassou o total dos 12 meses anteriores e representa o maior índice dos últimos cinco anos.
Um número recorde de 13 pessoas morreram em decorrência de ataques de ursos durante o ano fiscal de 2025, que começou em abril, de acordo com dados preliminares divulgados em uma reunião interministerial em 6 de novembro.
Destas, duas mortes foram causadas por ursos pardos, que habitam Hokkaido. As outras 11 foram atribuídas a ursos negros asiáticos, de menor porte, encontrados principalmente na região de Tohoku.
Mais de 70% dos ferimentos em humanos desde julho ocorreram em áreas residenciais ou urbanas, indicando uma tendência preocupante de ursos invadindo áreas povoadas.
A província de Iwate registrou o maior número de avistamentos de ursos, com 4.499 casos, seguida por Akita, com 4.005, Aomori, com 1.835, e Yamagata, com 1.291. Os dados referentes a Hokkaido ainda não foram divulgados.
Essas prefeituras do nordeste estão passando por uma atividade de ursos sem precedentes em comparação com as regiões do sul.
O aumento no número de encontros com ursos está intimamente ligado à grave escassez de faias, a principal fonte de alimento para os ursos negros asiáticos, que acumulam reservas de gordura para a hibernação.
Segundo a Agência Florestal, as prefeituras de Aomori, Iwate, Akita, Miyagi e Yamagata sofreram uma "colheita catastrófica" de faias. Esse fenômeno já havia ocorrido durante o ano fiscal de 2023, que também registrou um aumento nos incidentes envolvendo ursos.
Em Iwate, 21 dos 24 locais estudados não apresentaram produção de nozes, enquanto em Akita, 46 dos 48 locais não produziram nenhum rendimento.
(Hiroki Koizumi também contribuiu para este artigo.)

