O Japão considera o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã um "passo positivo", segundo o principal porta-voz do governo.
TÓQUIO – O Japão saudou o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, classificando-o como um “passo positivo”, disse o principal porta-voz do governo nesta quarta-feira.
O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, disse em uma coletiva de imprensa que uma verdadeira desescalada no Oriente Médio era de suma importância e que Tóquio esperava que um "acordo final" fosse alcançado em breve por meio de esforços diplomáticos para esse fim.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, está buscando realizar uma cúpula por telefone com o lado iraniano, acrescentou Kihara.
Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, disse na quarta-feira o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atua como mediador, pouco antes do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz.
Desde que os Estados Unidos e Israel lançaram seus ataques contra o Irã no final de fevereiro, o país bloqueou efetivamente o estreito, um ponto de estrangulamento para o transporte global de energia, provocando interrupções no fornecimento de petróleo e um aumento nos preços.
O Japão depende do Oriente Médio para mais de 90% de suas importações de petróleo bruto, a maior parte das quais transita pelo Estreito de Gibraltar. Sendo um aliado próximo dos EUA em matéria de segurança, o Japão tradicionalmente mantém relações amistosas com o Irã.
O governo Takaichi condenou Teerã pelo bloqueio de facto do estreito, bem como pelos ataques contra outros estados do Oriente Médio, mas não realizou nenhuma avaliação jurídica das operações militares conjuntas dos EUA e de Israel contra o Irã.

