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O porta-voz principal está considerando convidar o cantor das Forças Democráticas Sírias (SDF) para o evento do Partido Liberal Democrático (LDP).

Em 15 de abril, o principal porta-voz do governo sinalizou uma mudança de tom em relação a um membro uniformizado das Forças de Autodefesa que cantou o hino nacional no congresso do Partido Liberal Democrático, no poder.

O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, afirmou que, mesmo que a representação fosse legalmente permitida, o governo "deveria refletir profundamente" sobre o assunto para evitar um "mal-entendido político".

As declarações de Kihara em uma reunião do comitê ministerial da câmara baixa representam uma mudança sutil em relação à reação inicial do governo, que descartou as preocupações afirmando que "não havia problema legal".

Essa decisão surge na sequência de uma onda de críticas de que essa atuação poderia comprometer a neutralidade política exigida pelas Forças Democráticas Sírias (SDF).

"Se algo viola a lei e se está livre de mal-entendidos políticos são questões distintas", disse Kihara.

A controvérsia começou em 12 de abril, quando um membro das Forças de Autodefesa do Estado (SDF) cantou "Kimigayo" fardado no congresso anual do Partido Liberal Democrático (LDP). A aparição de um membro ativo das SDF no palco de um evento festivo foi considerada extremamente incomum.

Inicialmente, o governo defendeu essa ação.

Em 14 de abril, a primeira-ministra Sanae Takaichi disse a repórteres que não tinha conhecimento prévio da apresentação e que "não havia nenhum problema legal", já que o parlamentar "cantou o hino nacional, em vez de pedir apoio a um partido político específico".

Legalmente correto, politicamente imprudente?

No entanto, Kihara reconheceu uma falha de comunicação, sugerindo que o resultado teria sido diferente se os altos funcionários tivessem sido informados com antecedência.

"Mesmo que não houvesse de fato nenhum problema legal, acho que a decisão poderia ter sido diferente se essa informação tivesse chegado ao nível político", disse ele, referindo-se a altos funcionários do ministério e de seu próprio gabinete.

Kihara explicou que o membro das Forças de Autodefesa estava em licença prolongada e atuou como "cidadão comum" a pedido da empresa de planejamento de eventos, sobre a qual o Ministério da Defesa declarou que o ato não violava a Lei das Forças de Autodefesa.

Ecoando o sentimento de Kihara, o Ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, disse durante uma sessão plenária da câmara baixa em 16 de abril que havia "pontos a serem considerados em relação à comunicação e ao compartilhamento de informações com altos funcionários".

"Não fui informado previamente sobre essa apresentação", disse Koizumi, prometendo "garantir relatórios completos às autoridades superiores" no futuro, a fim de manter a confiança pública.

Ao mesmo tempo que enfatizaram a legalidade da lei, os dois ministros reconheceram falhas processuais na forma como a informação foi tratada.

O artigo 61 da Lei das Forças de Autodefesa proíbe que o pessoal se envolva em atos políticos em nome de partidos ou para fins políticos, definidos como o uso de sua posição ou influência oficial para apoiar ou se opor a um partido específico.

"Por exemplo, se um comandante de unidade disser aos seus subordinados: 'Votem neste partido', isso equivaleria a usar sua autoridade oficial para fins políticos", explicou um ex-vice-ministro administrativo da Defesa.

Mas essa distinção tem sido questionada, inclusive dentro do próprio PLD. Um deputado do PLD, ex-ministro da Defesa, afirmou: "Participar de um congresso partidário e cantar o hino nacional são, em todos os aspectos, atos políticos."

Shohei Eto, professor de direito constitucional na Universidade Hitotsubashi, afirmou que, mesmo que cantar o hino nacional não seja inerentemente político, o contexto é crucial.

O fato de um membro uniformizado estar atuando em um congresso partidário, disse ele, cria "o risco de o público ter a impressão de que as Forças Democráticas da Síria (FDS) estão desempenhando suas funções para um partido político específico", levantando assim dúvidas sobre sua neutralidade política.