O primeiro-ministro Takaichi nega a campanha difamatória online promovida por seu grupo contra os oponentes.

O primeiro-ministro Takaichi nega a campanha difamatória online promovida por seu grupo contra os oponentes.

TÓQUIO – O primeiro-ministro japonês, Sanae Takaichi, negou nesta segunda-feira as notícias de que sua equipe teria divulgado vídeos online por meio de contas anônimas para difamar oponentes durante a disputa pela liderança do Partido Liberal Democrático (PLD) no ano passado e nas eleições gerais de fevereiro.

As reportagens, que apareceram pela primeira vez no semanário Shukan Bunshun no final de abril, alegavam que o primeiro secretário de Takaichi, financiado com verbas públicas, e outros produziram e publicaram vídeos criticando políticos, incluindo seu rival na disputa pela liderança do PLD e atual Ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, nos quais ele foi descrito como "incompetente" e um "fantoche da política hereditária".

Ele também afirma que eles produziram conteúdo para a eleição da Câmara dos Representantes de 8 de fevereiro, chamando o ex-líder do partido de oposição, Yukio Edano, de "reclamão profissional". Edano perdeu seu assento após concorrer como candidato da Aliança Reformista Centrista.

"Disseram-me que meu gabinete e minha equipe de campanha não divulgaram, de forma alguma, informações negativas sobre outros candidatos, nem criaram ou distribuíram tais vídeos", disse Takaichi ao Parlamento em resposta à parlamentar da oposição Yuko Mori.

O primeiro-ministro acrescentou que sua "abordagem" não era atacar pessoalmente seus oponentes.

Esta é a segunda recusa no Parlamento desde sexta-feira, quando ela afirmou ter discutido o assunto com sua secretária.

Takaichi disse a Mori que havia confirmado diretamente com sua equipe, acrescentando: "Devo acreditar em um jornal semanal ou na minha secretária? Eu acredito na minha secretária."

Takaichi construiu uma reputação por seu uso eficaz das mídias sociais, o que foi visto como um fator importante na vitória esmagadora do PLD nas eleições para a Câmara Baixa e em sua vitória na corrida do partido para se tornar a primeira mulher primeira-ministra do país em outubro.