Os Jogos Olímpicos para Surdos de Tóquio terminaram com um recorde de 51 medalhas conquistadas pelo Japão.
TÓQUIO – Os Jogos Olímpicos para Surdos de Tóquio terminaram na quarta-feira, com o Japão, país anfitrião, conquistando um recorde de 51 medalhas.
Uma cerimônia foi realizada no Ginásio Metropolitano de Tóquio, na capital, para encerrar oficialmente o evento esportivo internacional de 12 dias para surdos e deficientes auditivos, que o Japão sediou pela primeira vez na história dos jogos.
Os jogos, organizados com o objetivo de promover uma sociedade mais inclusiva, envolveram cerca de 3.000 atletas de aproximadamente 81 países e regiões, participando de 21 eventos diferentes.
A delegação japonesa, composta por aproximadamente 270 atletas, esteve representada em todas as modalidades pela primeira vez.
"A visão das incríveis performances dos atletas surdos trouxe coragem, inspiração e esperança para pessoas em todo o mundo", disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike, em seu discurso na cerimônia.
"O esporte para surdos gera valor, representa qualidade" e demonstra que "nada é impossível", afirmou Adam Kosa, presidente do Comitê Internacional de Esportes para Surdos, antes de declarar o encerramento dos jogos.
A Ucrânia, potência olímpica para surdos, dominou mais uma vez o quadro de medalhas deste ano com 32 medalhas de ouro, seguida pelos Estados Unidos com 17 e pelo Japão com 16.
De acordo com a Federação Japonesa de Surdos, o Japão conquistou 16 medalhas de ouro, 12 de prata e 23 de bronze.
A maioria dos eventos se concentrou na capital e arredores, enquanto o ciclismo aconteceu na província de Shizuoka, no centro do Japão, e o futebol na província de Fukushima, no nordeste, região afetada pelo desastre, com o objetivo de destacar a recuperação da região.
A entrada em todos os locais era gratuita para o público, e os jogos ofereciam uma oportunidade para aprofundar a compreensão das pessoas surdas e da língua gestual.

