O Japão mais que dobrará o número de regiões que lutam contra o turismo excessivo até 2030.

Os gastos de visitantes estrangeiros no Japão, de janeiro a março, alcançaram o terceiro lugar, totalizando 2,3 trilhões de ienes.

TÓQUIO – Os gastos de turistas estrangeiros no Japão durante o período de janeiro a março aumentaram 2,5% em relação ao ano anterior, atingindo 2,3 trilhões de ienes (US$ 15 bilhões), o terceiro maior total trimestral já registrado, de acordo com dados do governo divulgados nesta quarta-feira, refletindo o crescimento contínuo no número de visitantes.

Esse aumento, divulgado pela Agência de Turismo do Japão, foi impulsionado pelo crescimento no número de turistas da Coreia do Sul e de Taiwan, apesar da queda acentuada no número de visitantes da China em meio às tensões diplomáticas com o Japão sobre Taiwan.

Durante o primeiro trimestre de 2026, os visitantes de Taiwan foram os que mais gastaram, com 388,4 bilhões de ienes, um aumento de 22,5% em relação ao ano anterior, seguidos pelos visitantes da Coreia do Sul, com 318,2 bilhões de ienes, um aumento de 12,7%.

Os visitantes dos Estados Unidos gastaram 16,6% a mais do que no ano anterior, totalizando 259,2 bilhões de ienes, devido à desvalorização do iene. No entanto, os gastos dos turistas chineses caíram pela metade, para 271,5 bilhões de ienes.

Olhando para o futuro, a agência planeja monitorar de perto o impacto da crise no Oriente Médio, desencadeada pelos ataques EUA-Israel contra o Irã, que começaram no final de fevereiro e interromperam os serviços aéreos, com previsão de aumento nas passagens aéreas.

Somente em março, o número de visitantes estrangeiros aumentou 3,5% em comparação com o ano anterior, atingindo 3,6 milhões, um recorde para o mês, impulsionado pela demanda durante a temporada de flores de cerejeira no Japão, informou a Organização Nacional de Turismo do Japão.

Por país e região, a Coreia do Sul lidera em número de visitantes, com 795.600 pessoas, um aumento de 15,0%, seguida por Taiwan, que registrou um aumento de 24,9%, chegando a 653.300, ambos marcando números recordes para março graças à demanda constante por viagens e ao aumento dos serviços aéreos.

Malásia e Indonésia também registraram forte crescimento, com aumentos de 44,2% para 76.600 e 36,6% para 82.800, respectivamente, impulsionados pelo aumento da demanda por viagens internacionais relacionadas a férias.

O número de visitantes chineses continuou a cair em março, diminuindo 55,9%, para 291.600, enquanto Pequim aconselhava seus cidadãos a evitarem viagens ao Japão.

As relações entre Tóquio e Pequim deterioraram-se desde as declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, no início de novembro, sobre uma possível resolução relativa a Taiwan, uma ilha autônoma que a China considera parte de seu território.

O número de visitantes do Oriente Médio, por sua vez, caiu 30,6%, para 16.700.

O chefe da Agência de Turismo do Japão, Shigeki Murata, disse em uma coletiva de imprensa que era "difícil prever neste momento" o impacto do conflito na demanda internacional.

O número acumulado de visitantes internacionais entre janeiro e março ultrapassou os 10 milhões pelo segundo ano consecutivo.