Os laços de um policial com um grupo criminoso obscuro foram revelados após sua prisão.

Os laços de um policial com um grupo criminoso obscuro foram revelados após sua prisão.

TÓQUIO – Uma relação entre um suposto grupo de aliciamento de trabalhadoras sexuais japonesas e um policial de Tóquio foi revelada após sua prisão por repassar informações confidenciais.

Daisuke Jimbo, um policial de 43 anos da divisão de crime organizado da Polícia Metropolitana de Tóquio, teve um novo mandado de prisão expedido na quarta-feira por supostamente ter informado o grupo, conhecido como Natural, sobre a existência de câmeras de vigilância instaladas em locais ligados a eles, de acordo com uma fonte da investigação.

Jimbo foi inicialmente preso em 12 de novembro, sob suspeita de fornecer ao grupo criminoso imagens captadas por câmeras instaladas pela polícia no final de abril e início de maio, por meio de um aplicativo para smartphone desenvolvido para comunicação entre seus membros.

Jimbo estava envolvido na investigação do Natural, considerado um dos grupos criminosos pouco organizados conhecidos como "tokuryu" que surgiram recentemente no Japão, desde 2023. Ele foi temporariamente transferido para outras funções em abril.

Durante uma busca realizada em agosto, a polícia encontrou cerca de 9 milhões de ienes (US$ 58.000) em dinheiro vivo em um local ligado a Jimbo e investigou a possível conexão com o pagamento por informações que ele havia fornecido.

Sediada no distrito da luz vermelha de Kabukicho, em Tóquio, a Natural gera receita recrutando mulheres para o trabalho sexual e negócios relacionados. Estima-se que tenha gerado aproximadamente 4,5 bilhões de ienes em receita em 2022.

O grupo impõe regras que proíbem o uso de drogas ilícitas e fraudes para evitar fiscalizações policiais. Três membros efetivos foram presos no mês passado sob a acusação de sequestrar e extorquir um colega em junho, como punição por infringir uma dessas regras.