Japão busca acesso à IA antrópica em meio a preocupações com ataques cibernéticos.

Os três maiores bancos japoneses estão se preparando para usar a mais recente inteligência artificial da Anthropic para defesa cibernética.

TÓQUIO — Os três maiores bancos do Japão, incluindo o MUFG Bank, deverão ter acesso ao mais recente modelo de inteligência artificial da startup americana Anthropic, o Claude Mythos, indicaram fontes próximas ao assunto nesta quarta-feira.

Essa decisão surge após relatos de que o governo japonês solicitou acesso ao modelo de IA, enquanto Tóquio e Washington se comprometem a trabalhar juntos para responder rapidamente a ataques cibernéticos que visam vulnerabilidades em sistemas financeiros.

Embora o Claude Mythos, publicado em abril, seja amplamente considerado uma reformulação da indústria de IA, há muito dominada pela OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, o modelo da Anthropic levantou preocupações de que possa ser explorado para ataques a uma ampla gama de sistemas.

Os presidentes dos bancos – MUFG Bank, Sumitomo Mitsui Banking Corp. e Mizuho Bank – participaram de uma reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, durante sua visita ao Japão no início desta semana, e o acesso a Claude Mythos pode ter sido um dos tópicos discutidos.

Devido a preocupações com segurança, o acesso ao modelo Claude Mythos está atualmente limitado a empresas de TI como o Google LLC e certas instituições financeiras, com a Anthropic afirmando que sua prévia "já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade".

A Agência de Serviços Financeiros do Japão decidiu estabelecer uma estrutura que permita aos líderes dos setores público e privado discutir respostas mais robustas ao caso Claude Mythos, em consulta com o Banco do Japão e os principais bancos.

Um grupo de trabalho deverá se reunir já na quinta-feira para discutir os esforços de coleta de informações e a direção das medidas para reforçar a segurança, disseram as fontes. A Anthropic foi fundada em 2021 por ex-funcionários da OpenAI.