O clima empresarial no Japão melhora com a diminuição dos temores sobre tarifas, diz pesquisa do governo

Prevê-se que os salários reais no Japão caiam 1,3% em 2025, marcando o quarto ano consecutivo de declínio.

TÓQUIO – Os salários reais no Japão caíram 1,3% em 2025 em comparação com o ano anterior, marcando o quarto ano consecutivo de declínio, já que os aumentos salariais não acompanharam a alta dos preços, segundo dados do governo divulgados nesta segunda-feira.

Os salários nominais, ou seja, o salário médio mensal por trabalhador, incluindo o salário base e as horas extras, aumentaram 2,3% no ano passado, atingindo 355.919 ienes (US$ 2.260), registrando o quinto ano consecutivo de aumento, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.

Mas os preços ao consumidor subiram 3,7% durante o ano em análise, uma aceleração em relação ao aumento de 3,2% do ano anterior, pressionando os salários ajustados pela inflação, um indicador do poder de compra do consumidor.

De acordo com a Federação Japonesa de Empresas, as principais empresas japonesas concordaram em aumentar os salários em uma média de 5,39% nas negociações coletivas de trabalho ("shungo") de 2025, antes do início do ano fiscal para muitas delas.

Durante as negociações desta primavera, o foco estará em saber se os aumentos salariais ultrapassarão os 5% pelo terceiro ano consecutivo nas grandes empresas e se haverá aumentos salariais nas pequenas e médias empresas. A Confederação Japonesa de Sindicatos reivindicou um aumento de 1% nos salários reais.

Os salários reais afetam o consumo privado, que representa mais da metade do produto interno bruto do Japão.

Após elevar sua taxa básica de juros em dezembro para o nível mais alto desde 1995, o Banco do Japão acompanhará de perto o resultado das negociações salariais, já que o aumento dos salários e dos preços é um fator crucial em suas decisões de política monetária.

Em dezembro, os salários reais nas empresas com cinco ou mais funcionários caíram 0,1% em comparação com o ano anterior, marcando o 12º mês consecutivo de declínio.

Os salários nominais subiram 2,4%, para 631.986 ienes, registrando o 48º mês consecutivo de aumento, informou o ministério.