Segundo o ministro, o Japão não descartou a possibilidade de liberar suas próprias reservas de petróleo.
TÓQUIO – O governo japonês “não descarta” a possibilidade de liberar unilateralmente suas reservas domésticas de petróleo, em vez de como parte de uma ação coordenada, disse o ministro da Indústria, Ryosei Akazawa, nesta quarta-feira, em meio às preocupações com o abastecimento do país asiático, que possui poucos recursos naturais, devido à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Akazawa fez esse comentário durante uma sessão da comissão da Dieta, em resposta a uma pergunta de um deputado sobre a possibilidade de se tomar tal medida pela primeira vez desde que o sistema foi estabelecido em 1978.
"Tomaremos todas as medidas possíveis para garantir um fornecimento estável de energia", acrescentou Akazawa.
O Japão também manifestou apoio a uma possível liberação coordenada de reservas de petróleo por membros da Agência Internacional de Energia, a fim de desacelerar a alta dos preços do petróleo bruto.
Akazawa indicou na terça-feira que o Japão estava pronto para tal medida durante uma reunião virtual do G7, que também contou com a presença do diretor executivo da AIE, Fatih Birol.
Akazawa afirmou após a reunião que os ministros de energia do G7 concordaram em estar prontos para tomar as medidas necessárias, como a redução dos estoques, para apoiar o fornecimento global de energia.
O Japão importa mais de 90% do seu petróleo do Oriente Médio, o que o torna altamente vulnerável ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, que impediu as exportações de energia de fornecedores do Golfo Pérsico.
No final de dezembro, o Japão possuía reservas de petróleo suficientes para 254 dias de consumo interno, das quais 146 dias pertenciam ao governo, 101 dias eram detidas pelo setor privado e o restante estava armazenado em conjunto com os países produtores de petróleo.

