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O professor convidado do Departamento de Economia da Universidade Nacional de Yokohama, Maurício Bugarin, desenvolve estudo sobre a melhor educação para garantir o futuro das crianças brasileiras residentes no Japão. Com duração de um ano, o projeto tem apoio da Câmara de Comércio Brasileira no Japão e é financiado com o residual (cerca de US$ 4 mil) do Fundo Comunidade Brasileira criado pela Embaixada, logo após a crise de 2008.

O professor está com a fundamentação teórica bastante adiantada, porém o resultado do trabalho só será apresentado no início do ano que vem à Embaixada.

Especialista em Teoria dos Jogos, Bugarin aplicou conceitos como a Lei de Oferta e da Demanda, além da Economia da Informação e dos Incentivos para analisar diversas situações e principais trade-offs (custos de oportunidade) até chegar à conclusão de que o modelo híbrido é o mais indicado para os brasileirinhos aumentarem as chances de sucesso no Japão.

A proposta é depois das aulas na escola japonesa, a criança ir para a escola brasileira, que funcionaria como ¨after school¨ oferecendo suporte acadêmico e psicológico. ¨Induz-se, portanto, uma escolha que permitirá maior integração da criança brasileira na sociedade japonesa, aumentando seu bem-estar social, que é o objetivo final de qualquer governo para seus cidadãos. Ele enfatiza que a origem brasileira, o conhecimento básico do português e uma boa formação no Japão provavelmente abrirão muitas portas, sendo muitas delas em empresas japonesas com interesse no Brasil e mesmo, possivelmente, no nosso país.

Como o modelo after school pode garantir a sobrevivência das atuais escolas?
Os economistas sabem que, quem determina o sucesso de um negócio é a demanda. Não devemos nos prender a um modelo por princípio, precisamos ser flexível. É muito importante que as escolas entendam que são os alunos que vão definir o futuro das escolas. De nada adianta elas acharem que é importante manter o turno integral, se não há mais a perspectiva de voltar para o Brasil.

Manter a autoestima é importante…
A ideia é explicar aos alunos, “vocês não são menos, são mais”, porque estão conseguindo se adaptar, sendo que tem a cultura brasileira e todas essas coisas que eles não tem. Dizer: eles (os japoneses) têm uma língua, vocês têm duas e talvez três mais para frente se aprenderem o inglês.

O que pode garantir o sucesso no Brasil?
Seria um erro achar que o foco no currículo brasileiro é o que vai fazer com que a criança tenha sucesso no Brasil. O que vai, é ela ter autoconfiança,  ter aprendido não importa que língua e ter maturidade. É o conteúdo acadêmico que vai ajudar.

Como tirar proveito disso?
É bom que a criança sugue o máximo do Japão, inclusive para voltar para o Brasil. Isso traz uma vantagem: se ficar aqui, terá sucesso em qualquer emprego por entender como são as coisas, e se voltar, vai ter a distinção dos outros brasileiros.

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