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Tóquio-  O Japão é o segundo país a aprovar o medicamento depois que os reguladores dos EUA o autorizaram no dia 1º de maio para uso emergencial contra casos graves de COVID-19.

O primeiro-ministro Shinzo Abe, disse na semana passada que o governo estava se preparando para dar uma rápida resposta na aprovação do medicamento experimental desenvolvido pela empresa norte-americana Gilead Sciences.

A aprovação dos EUA veio depois que um grande ensaio clínico mostrou que o remdesivir – originalmente desenvolvido para tratar o Ebola – reduziu o tempo de recuperação em um terço em alguns pacientes.

A diferença na taxa de mortalidade não foi estatisticamente significante.

O remdesivir, que é administrado por injeção, já estava disponível para alguns pacientes que se inscreveram como cobaias em ensaios clínicos em todo o mundo.

Quanto ao Avigan, desenvolvido pela empresa japonesa Fujifilm Toyama Chemical, Suga disse que o governo “pretende aprová-lo este mês” se um ensaio clínico envolvendo 100 pacientes for eficaz.

O medicamento, cujo nome genérico é favipiravir, foi aprovado para uso no Japão em 2014, mas apenas em surtos de gripe que não estão sendo efetivamente tratados pelos medicamentos existentes.

Não está disponível no mercado e só pode ser fabricado e distribuído a pedido do governo japonês.

O favipiravir, que pode ser tomado por via oral como pílula, funciona bloqueando a capacidade de um vírus se replicar dentro de uma célula.

O remdesivir se incorpora ao genoma do vírus, causando um curto-circuito no processo de replicação.

Em estudos com animais, o Avigan demonstrou afetar o desenvolvimento fetal, o que significa que não é administrado a mulheres grávidas.

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