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Ativistas coletam assinaturas e tentam convencer governo japonês a aderir ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares

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Foto: goo
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Tóquio – Um grupo de ativistas contra a existência das armas nucleares no mundo coletou ontem (07/07) em Tóquio, assinaturas para pressionar o governo japonês a aderir ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares.

A ideia do tratado foi proposto pela própria ONU e precisa da assinatura de 122 países (ou 60% dos membros) para poder entrar em vigor. O acordo prevê a proibição do desenvolvimento, posse e uso de armas nucleares. O esboço do projeto surgiu há um ano, no dia 7 de julho de 2017.

A proposta da ONU logo chamou atenção dos chamados “hibakusha”, nome pelo qual são conhecidos os sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki. Uma ONG chamada de “União Internacional dos Hibakusha” saiu às ruas no dia 7 de julho para coletar assinaturas a favor do tratado e acelerar o processo de aceitação por parte do governo japonês. Entretanto, as atividades mesmo se bem sucedidas, esbarram em um grande problema de geopolítica internacional.

Apesar de o Japão ter sido o único país do mundo a receber um ataque nuclear, a aliança Tóquio-Washington e, consequentemente, a própria dependência militar do Japão com os EUA impede a assinatura do tratado por parte de Tóquio. Para manter a aliança de defesa com os americanos, os japoneses não podem entrar no tratado sem o aval de seus grandes aliados.

Os EUA, maior potência nuclear do planeta, não demonstrou interesse pelo tratado e tem usado a sua influência, político, econômica e militar para pressionar outros países aliados a não aderirem ao tratado. Com os fortes interesses políticos em jogo, apenas 11 nações estão no processo de término da documentação necessária para a assinatura. Outros 50 países estudam a possibilidade de assinar o tratado, número considerado baixo tendo em vista a quantidade mínima de assinaturas necessárias.

Fonte: NHK WEB NEWS

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