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Autores de mangá se unem e fazem apelo contra pirataria

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Com o surgimento da internet e o crescente aumento de conteúdo online, muitos filmes, jogos, quadrinhos e outras formas de mídia passaram a ser facilmente encontradas no espaço online.

De um ponto de vista otimista a internet expandiu a cultura e a facilidade de obter informações, mas aprofundou um problema já existente antes dela: a pirataria.

Diante desse quadro a Associação de Autores de Mangá do Japão criou um tópico em sua página oficial que visa esclarecer os problemas e prejuízos trazidos pela pirataria.

O site faz um apelo dizendo que a relação entre leitor e autor está ficando cada vez mais desfavorável para os autores e que isso pode ser fatal para a indústria do mangá no Japão.

Estima-se que o mercado digital de quadrinhos no Japão cresça todos os anos, sendo que no ano passado ele acumulou um total de 171,1 bilhões de ienes (R$ 5,2 bilhões).

Por outro lado, segundo o Ministério das Finanças, Comércio e Indústria do Japão em 2014 a pirataria trouxe prejuízos na casa dos 50 bilhões de ienes (R$ 1,53 bilhões).

O diretor chefe da associação, Chiba Tetsuya, autor do lendário Ashita no Joe comentou o seguinte em entrevista para a rede estatal NHK:

“Fico muito feliz que o mangá esteja sendo lido de diversas formas. Mas quando uma versão pirata é consumida, o mangá não é encadernado e as revistas não vendem. Dessa forma, mesmo tendo uma ideia legal, um personagem legal e uma história interessante, torna-se impossível viver como autor de mangá” conta Chiba.

Ele continua dizendo: “Sinto dó especialmente dos autores jovens, que apesar de serem muito talentosos e se esforçarem para criar uma boa história, acabam não conseguindo sobreviver no meio por conta da pirataria. Quero que vocês percebam essa realidade. Desejo que vocês não leiam mangás em sites piratas, pois fazendo isso ajudamos a apoiar a cultura do mangá”.

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