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TOKYO – O governo japonês apoiará financeiramente lojas e restaurantes que reduzirem o horário comercial para conter a disseminação do novo coronavírus, informou o primeiro-ministro Yoshihide Suga na segunda-feira (16).

A promessa de Suga veio quando as autoridades de Hokkaido concordaram em pedir aos residentes de Sapporo, que evitem passeios não essenciais após dias consecutivos de infecções recordes na região.

Falando em uma reunião da força-tarefa do governo para o coronavírus, o premiê japonês disse que o governo planeja usar 50 bilhões de ienes (US $ 480 milhões) para o programa de apoio caso as autoridades locais considerem necessário reduzir o horário comercial.

O dinheiro foi reservado assumindo pagamentos entre 200.000 e 300.000 ienes por loja durante um mês, de acordo com as autoridades.

O pedido de redução do horário de funcionamento será limitado a áreas e indústrias específicas, disse o primeiro-ministro.

Além de Hokkaido, um outro ponto turístico popular, a província de Aichi, também busca aumentar seu alerta de coronavírus, enquanto Tokyo, Osaka e outras grandes cidades continuam registrando altos números de infecção.

O governador de Aichi, Hideaki Omura, disse na segunda-feira que sua prefeitura está considerando aumentar o alerta de coronavírus depois de ver mais de 100 infecções diárias por seis dias consecutivos até domingo.

No total, em todo o Japão, casos recordes diários de coronavírus foram relatados por três dias consecutivos até sábado, com o número chegando a 1.737 naquele dia.

Na segunda-feira, o Japão confirmou 949 novas infecções, elevando seu total cumulativo nacional para 120.263 casos. O número de mortos agora é de 1.919.

O primeiro-ministro Suga, também disse que vai pedir aos governadores que considerassem tornar grupos de mais de cinco pessoas para o programa governamental “Go To Eat”, que visa encorajar jantares em restaurantes.

Apesar de um aumento nos casos, Suga disse que o governo manterá sua campanha de subsídios “Go To Travel” para apoiar o turismo doméstico.

Fonte: Kyodo

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