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Londres- Quando os Beatles seguiram caminhos diferentes no início dos anos 70, poucas pessoas poderiam imaginar que meio século depois a banda ainda influenciaria a cultura da música pop mundial.

Hoje faz 50 anos que os Beatles oficializaram o rompimento “Os Beatles foram considerados a maior banda do século 20, mas ninguém poderia prever que a fama se estenderia até o século seguinte”. Cinquenta anos depois, os Beatles continuam sendo uma referencia musical mundial “disse o historiador da banda Mark Lewisohn.

McCartney  em 10 de abril de 1970 sugeriu que os Beatles terminassem de gravar juntos um Flashback com musicas inéditas mas os integrantes se recusaram.

Tempos depois McCartney lançou seu primeiro álbum solo. Em entrevista ele respondeu que não faria mais parceria de composição com o companheiro Beatle John Lennon.

McCartney entrou com processo no Supremo Tribunal britânico no final daquele ano para dissolver a parceria comercial com os Beatles.

A divisão da banda deixou os fãs inconsoláveis, lembrou Philip Norman, que escreveu vários livros sobre os Beatles, incluindo a biografia oficial de Paul McCartney em 2016.

“Uma geração inteira cresceu com os Beatles … eles tinham um álbum dos Beatles para todas as etapas importantes da vida”, disse ele. “Muitos fãs inclusive falavam em suicídio por causa do fim da banda.”

Mesmo assim os Beatle continuou atravessando gerações. Eles continuam sendo os artistas de música mais vendidos de todos os tempos, com sucessos duradouros de “I Want to Hold Your Hand” e “Hey Jude” a “Yesterday” e “Let It Be”  a pelo menos a quatro gerações de fãs.

“Eles não terminaram”, disse Norman. “Eles ainda estão em todo lugar. Eles ainda estão em nossa língua. Eles estão em nossas manchetes … citados o tempo todo, sua música ainda é tocada. O charme é indestrutível.”

Depois de sair de Liverpool, Inglaterra, em 1960, os Beatles – Lennon, McCartney, o baterista Ringo Starr e o guitarrista George Harrison – se tornaram um fenômeno social.

Mas no final dos anos 60, com a banda “mais popular que Jesus” – como brincava o falecido Lennon – a chamada Beatlemania começou a incomodar muita gente e os fãs interpretavam as letras das músicas de diversas maneiras e isso incomodava Lennon.

Lennon confessou em uma entrevista que a música “Help!” gravada em 1965  foi um grito por socorro. “Era real. Ele estava cantando ‘Socorro!’ O líder da banda estava exausto trabalhava 24 horas por dia e sentia que todo mundo queria um pouco dele.”

Enquanto isso, as relações dentro da banda, especialmente entre Lennon e McCartney, estava cada vez mais desgastada.

Na época do anúncio de McCartney, eles não tocavam ao vivo há quatro anos. Starr e Harrison também tinham discos solo, enquanto Lennon e sua artista japonesa, Yoko Ono, formaram a Plastic Ono Band.

McCartney formou a Wings, que incluía sua esposa Linda, no final de 1971 e, apesar das críticas iniciais, acabou prosperando.

Ele, Harrison e Starr tiveram frutíferas carreiras solo e colaborativas, enquanto Lennon e Ono dedicaram cada vez mais sua atenção ao ativismo pacifista.

Os Beatles quase se reuniram em meados da década de 1970, mas questões envolvendo direitos autorais não puderam ser resolvidas, segundo Norman.

Então, em 1980, Lennon foi morto a tiros em Nova York por Mark David Chapman, que acreditava estar sofrendo de uma doença mental.

McCartney disse em 2016 que, felizmente, havia retornado as suas relações de amizade com seu ex-companheiro de banda antes da tragédia.

Em 1982, ele escreveu “Here Today” e depois explicou que era o jeito dele de dizer “eu te amo” para Lennon.

O relacionamento da parceria tinha sido a principal força criativa dos Beatles.

“Lennon e McCartney eram talentos gigantes e produziam musicas encantadoras juntos”, disse Norman. “Indivíduos muito diferentes, mas (eles) se completavam perfeitamente. Para Lewisohn, os Beatles continuam a brilhar no cenário musical.

“Há um universo de celebridades superficiais … e a verdadeira arte com a qual os Beatles e outros talentos criativos nutrem a alma e inspiram alegria”, declarou.

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