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BRASÍLIA – Enquanto a proibição do cigarro em determinados países, como o Japão, ainda são tema de discussão, no Brasil, as leis restringindo o cigarro evitaram a morte de cerca de 15 mil crianças entre 2000 e 2016, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Os dados e o estudo foram publicados na sexta-feira (31) e os autores pedem que medidas semelhantes de restrição ao cigarro também sejam adotadas em outros países. Estima-se que apenas 20% da população mundial está protegida contra os males do fumo.

A possibilidade de exposição ao cigarro não acontece apenas depois da criança nascer. Ela pode acontecer ainda quando o bebê está no útero da mãe, causando problemas de desenvolvimento, parto prematuro ou nascimento com peso abaixo da média.

As políticas de restrição ao fumo no Brasil levaram a uma queda no percentual de fumantes no país. Eles mostram que em 2000, 25,2% das pessoas acima dos 15 anos fumavam, contra 13,9% em 2016.

Comparado com outras economias emergentes o Brasil está em boa situação. Em 2016, o percentual de fumantes na Rússia (considerando os mesmos parâmetros) indicavam 39,3% de fumantes. Na Argentina era de 21,8%, no México 14%, na África do Sul 20,3% e na Índia 11,5%.

Não é só entre os países em desenvolvimento que os dados do Brasil impressionam. Nas economias desenvolvidas o percentual de fumantes ainda é muito grande. Nos EUA são 21,8%, na China 25,6%, no Japão 22,1%, na Alemanha 30,6%, na França 32,7% e no Reino Unido 22,3%.

O percentual no Brasil diminuiu consideravelmente após mudança na legislação brasileira em 2014. O cigarro foi totalmente proibido em áreas públicas parcialmente ou completamente fechadas, incluindo bares e restaurantes.

Fonte: G1 

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