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A concentração da renda no Brasil continua sendo uma das mais altas do mundo, conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado nesta segunda-feira (9).

Os números do Brasil são melhores apenas do que os do Catar, o lanterna da lista. No Brasil, o 1% mais rico concentra 28,3% da renda total do país (no Catar essa proporção é de 29%). Ou seja, quase um terço da renda está nas mãos dos mais ricos. Já os 10% mais ricos no Brasil concentram 41,9% da renda total.

O relatório considera todos os países para os quais a ONU tem dados disponíveis no período de 2010 a 2017 e adota a informação mais recente para cada país. Organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o documento considera uma série de índices, e não apenas a distribuição de renda, para chegar ao conceito de desigualdade social.

Confira abaixo a lista dos 10 países mais desiguais. Os números consideram quanto da renda está concentrada na mão dos 1% mais ricos.

1 – Catar: 29%
2 – Brasil: 28,3%
3 – Chile: 23,7%
4 – Turquia: 23,4%
5 – Líbano: 23,4%
6 – Emirados Árabes: 22,8%
7 – Iraque: 22%
8 – Índia: 21,3%
9 – Colômbia: 20,5%
10 – EUA: 20,2%

Já no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Brasil voltou a perder posições no ranking. Ele ficou na 79° posição da lista, fechando com 0,761, em um número que vai de 0 a 1, onde 1 significa maior desenvolvimento humano.

Na classificação da ONU, o Brasil segue no grupo dos que têm alto desenvolvimento humano. A escala classifica os países analisados com IDH muito alto, alto, médio e baixo.

O topo do ranking é dominado por países europeus, com Noruega, Suíça, Irlanda e Alemanha. Em seguida aparecem Hong Kong, Austrália e Islândia. O Japão foi o 19° colocado, com 0,915.
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