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Tóquio- A teia da justiça japonesa mostrou mais uma vez que não importa o tamanho ou calibre de quem comete crimes no país. 
A lei se aplica para os “PEIXES PEQUENOS E TAMBÉM PARA OS TUBARÕES”.
O presidente da Nissan, Carlos Ghosn, um dos maiores executivos da indústria automobilística, foi preso no Japão depois que uma investigação interna revelou “importantes atos de conduta imprópria”.
O anúncio da prisão estremeceu uma poderosa aliança global, batendo as ações da Nissan e Renault, onde Ghosn também comanda como presidente.
Juntamente com a Mitsubishi Motors do Japão (MMTOF), a Nissan e a Renault formam a maior aliança mundial de produção de carros, que produz um em cada nove carros vendidos no mundo. As três empresas empregam mais de 470.000 pessoas em quase 200 países.
A Nissan informou em comunicado que estava investigando Ghosn, um veterano de 40 anos na indústria automobilística, e outro membro do conselho há meses após um relatório de denuncias.
Em uma entrevista coletiva em Tóquio na noite de segunda-feira o CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, disse;“Esses dois cavalheiros foram presos esta noite eles já estavam sendo investigados há muito tempo”.
Os promotores japoneses confirmaram as prisões de Ghosn, 64, e do outro membro do conselho, Greg Kelly, por suspeita de violar leis financeiras ao apresentar declarações falsas. De acordo com a declaração dos promotores, os dois supostamente colaboraram para subnotificar a renda de Ghosn em cerca de 5 bilhões de ienes (US $ 44 milhões) durante um período de cinco anos.
Carlos Ghosn, esteve em uma fábrica da Renault na França no início deste mês. Ele supervisiona uma aliança entre a montadora francesa e a Nissan do Japão e a Mitsubishi Motors.

A punição máxima no Japão por apresentar uma declaração financeira falsa é de até 10 anos de prisão e multa de até 10 milhões de ienes (US $ 89.000).

A Nissan disse que sua investigação interna também encontrou “inúmeros outros atos significativos de má conduta como o uso pessoal de ativos da empresa”.
Como resultado, o CEO Saikawa irá propor ao conselho de administração da Nissan “remover prontamente Ghosn de seus cargos como presidente e diretor representante”, i
nformou a companhia em uma reunião.
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o governo, possui 15% da Renault e está observando de perto o caso.
“O estado, como acionista da [Renault], será extremamente vigilante em relação à estabilidade da aliança e do grupo”, disse Macron durante uma visita à Bélgica.
O anúncio da Nissan veio após o fechamento das negociações de suas ações em Tóquio na segunda-feira. Suas ações caíram cerca de 5% na manhã de terça-feira.

“A Nissan pede desculpas por causar grande preocupação aos nossos acionistas “, disse o comunicado da empresa. “Continuaremos nosso trabalho para identificar nossos problemas de governança e conformidade e tomar as medidas”.
Uma carreira abrangendo continentes
Nascido no Brasil, Ghosn iniciou sua carreira na fabricante francesa de pneus Michelin em 1978, trabalhando até as operações norte-americanas da empresa.
Ele se mudou para a Renault em 1996. Depois que a montadora francesa estabeleceu sua aliança com a Nissan em 1999, ele se tornou o diretor de operações da empresa japonesa, ajudando-a a sair da crise financeira.
A reviravolta deu a ele o apelido de “Le cost killer”.
Fonte: CNN
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