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TÓQUIO – Cerca de 5 mil empresas e demais localidades que contratam estagiários estrangeiros cometeram alguma infração contras as leis de trabalho vigente em 2018, segundo relatório do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social.

O ministério realizou uma pesquisa em 7.334 localidades em todo o país, número bastante superior aos 1.300 lugares selecionados todos os anos. O motivo para o aumento na amostra da pesquisa se deve a abertura do mercado de trabalho japonês a novos estrangeiros em áreas que exigem pouca especialização.

No caso dos estagiários estrangeiros, a maioria deles vêm de países da Ásia. Eles fazem parte do programa de estágio técnico oferecido pelo governo japonês. O discurso oficial é trazer jovens para aprender novas técnicas, que poderão ser levadas aos seus países de origem, mas, na prática, o programa é muito criticado por ter se tornado uma forma das empresas japonesas obterem mão-de-obra barata.

Os resultados da pesquisa comprovam que 70% ou 5.160 dos locais pesquisados cometeram algum tipo de infração de trabalho. É o maior percentual já registrado desde que as estatísticas começaram a ser feitas em 2003.

A maior parte dos problemas está relacionada as longas jornadas de trabalho, no qual os jovens do programa são submetidos. O item domina a lista com 23,3% das ocorrências. Em seguida, aparece a falta de medidas de segurança no local de trabalho, com 22,8%, seguido do não pagamento de horas-extras com 14,8%.

O ministério acredita que as causas para os abusos seja por conta do desconhecimento por parte das empresas das leis de trabalho ou a vontade de maximar os lucros. As autoridades japonesas pretendem criar medidas para impedir a ocorrência de novos casos.

Fonte: NHK WEB NEWS

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