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Wuhan, China – A China parou neste sábado para lamentar os mortos pelo coronavírus. O país mais populoso do mundo fez três minutos silêncio de em respeito as vítimas.

Às 10 horas da manhã, os cidadãos pararam, carros, trens e navios tocaram suas buzinas e sirenes no minuto seguinte uma onda silêncio tomou conta da China por três minutos em memória as mais de 3.000 vidas vítimas do COVID-19.

Em Wuhan – a cidade onde o vírus surgiu no final do ano passado – soaram sirenes e buzinas enquanto as pessoas ficaram paradas de cabeça baixa como se estivessem orando em silêncio nas ruas.

Os funcionários do Hospital Tongji estavam do lado de fora, com as cabeças inclinadas em direção ao edifício principal, algumas com roupas de proteção que se tornaram um símbolo da crise em todo o mundo.

“Sinto muita tristeza por nossos colegas e pacientes que morreram”, disse Xu, enfermeira de Tongji que trabalhava na linha de frente no tratamento de pacientes com coronavírus, segurando as lágrimas.

“Espero que eles possam descansar  no céu.”

Imagens da mídia estatal mostraram o presidente chinês Xi Jinping e outras autoridades do lado de fora de um complexo do governo de Pequim, vestindo flores brancas.

Na Praça da Paz Celestial da capital, a bandeira nacional ficou a meio mastro.

Os trens da rede de metrô de Pequim também pararam, com os passageiros em uma carruagem em pé silenciosamente durante os três minutos, em sinal de respeito.

Autoridades disseram que a manifestação foi uma forma de lamentar os “mártires” do vírus – Já são 14  médicos que morreram lutando contra o surto.

Eles incluem Li Wenliang, médico e denunciante de Wuhan que foi repreendido pelas autoridades por tentar avisar outras pessoas nos primeiros dias do contágio.

A morte de Li do COVID-19 em fevereiro levou a uma manifestação nacional de tristeza, e revolta pela forma como o governo lidou com a crise.

Uma investigação do governo central sobre a morte de Li concluiu que ele foi “inapropriadamente” punido pela polícia de Wuhan.

Apesar das medidas drásticas para deter Hubei no final de janeiro, a epidemia se transformou em uma pandemia global com mais de 1 milhão de casos.

Algumas restrições em Hubei foram atenuadas nas últimas semanas depois que o número oficialmente declarado de novas infecções na China caiu para quase zero.

A comemoração de sábado também coincidiu com o feriado anual de Qing Ming – o festival “varredura de tumbas” – quando o povo chinês visita os túmulos de parentes e deixa as oferendas em memória.

Embora a China alega ter restringido a propagação do vírus, algumas restrições foram reforçadas novamente nesta semana para evitar uma segunda onda de infecções.

 

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