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Em 29 de setembro de 1992, o então presidente Fernando Collor de Mello foi destituído da presidência, por acusações de corrupção em um esquema de tráfico de influência. Passados 24 anos, os brasileiros assistiram novamente a um novo julgamento do processo de impeachment, o segundo da história do Brasil. Por 61 votos favoráveis e 20 contrários, Dilma Roussef também teve o mandato cassado após ser julgada por crime de responsabilidade.

O impeachment de Collor e Dilma é apenas uma das coincidências que faz muita gente pensar que num eventual retorno, irá se deparar com o mesmo Brasil de duas décadas atrás. Essa percepção ocorre em vários setores.

No decorrer dos anos 1980, a inflação atingiu 682% em 1988 e 1.769% em 1989. As taxas galopantes e o remédio aplicado foram um dos fatores que provocaram a diáspora de brasileiros. Para controlar a hiperinflação na época, Fernando Collor instituiu um pacote radical de medidas econômicas, incluindo o confisco dos depósitos bancários e das cadernetas de poupança dos brasileiros. Restringindo o fluxo de dinheiro, houve forte redução no comércio e na produção industrial, seguido da diáspora.

O fantasma da inflação pode ter se acalmado, mas o desemprego continua em ebulição. Em 1990, a taxa que era de 3,7% elevou-se para 7,4% em junho de 2000. Os dados econômicos mais recentes são desanimadores.

No segundo trimeste de 2016, a taxa de desemprego subiu para 11,6% e atingiu o maior nível já registrado pela série histórica da Pnad Contínua do IBGE (iniciada em 2012). O desemprego no Brasil é o 7º maior do mundo em termos percentuais, segundo ranking global elaborado pela Austin Rating (com 51 países). Em julho havia 11,8 milhões de desempregados.

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