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TÓQUIO (IPC Digital) – Muitos japoneses mais velhos recordam a primeira vez em que assistiram televisão, ainda em preto e branco, quando chegaram nas suas casas ou bairros durante os anos pós-guerra.

Nascido em 1949, o escritor Nozomu Hayashi lembra que sua familia foi na casa ao lado para assistir televisão até o final dos anos 1950, quando ele estava na escola primária. Quando a familia finalmente comprou o seu primeiro aparelho, todos comemoraram com um brinde e tiveram uma festa com o proprietário de uma loja de aparelhos eletrônicos, que tinha ido até a casa para instalação.

Nos primeiros dias de transmissão de TV no Japão, foi ao ar muitos programas importados dos Estados Unidos, servindo como janelas para diferentes culturas para a maioria dos japoneses. A televisão era tratada como algo muito especial, porque permitiu “a visão de mundos que nunca tinham sido visto antes”.

A TV estava também no centro das estratégias de negócios de fabricantes japoneses de aparelhos domésticos. A cada evolução do aparelho, como sistemas de tela plana, os fabricantes japoneses iam atrás de uma nova maneira de perseguir os lucros.

Em retrospecto, fabricantes de eletrônicos japoneses provavelmente se concentraram demais em televisores em suas estratégias de negócio. A Sharp foi o principal símbolo dessa tendência. A fabricante com sede em Osaka estabeleceu uma presença dominante no mercado por oferecer modelos de última linha.

Mas, a Sharp tornou-se uma vítima do seu próprio sucesso, o progresso na tecnologia digital corroeu sua vantagem competitiva no mercado de TV. As televisões tornaram-se produtos que podem ser ‘facilmente’ fabricados. No mercado global de TV, fabricantes japonesas tem perdido para rivais chineses e sul coreanos.

Em muitos lares japoneses, a TV ainda é um grande desafio na sala de estar. Mas é algo que ninguém sabe por quanto tempo manterá seu estatuto como um dispositivo doméstico ‘vital’. O futuro dos smartphones é algo incerto. Ambas as tendências tecnológicas e preferências do consumidor mantem constante mutação.

Fonte: Jornal Asahi

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