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O trabalho em excesso não só duplica o risco a depressão e ansiedade, mas também diminui a produtividade e o desempenho nas funções, diz psicólogos.

A felicidade não tem só impacto na vida pessoal, mas também na profissional. Diversos estudos mostram que resiliência e mentes positivas ajudam a aumentar a produtividade e a transformar a forma como as empresas se organizam e lucram. No entanto, é necessário encontrar um equilíbrio entre o trabalho e descanso, para não ter efeitos contrários.

Emma Seppala, psicóloga, pesquisadora e autora do livro “O Caminho da Felicidade: Como Aplicar a Ciência da Felicidade para Acelerar seu Sucesso”, avisa: “o trabalho em excesso não só duplica o risco a depressão e ansiedade, mas também diminui a produtividade e o desempenho nas funções”.

Por isso, um funcionário workaholic (viciado em trabalho) não necessariamente é bom para as empresas. Emma explica que trabalhar demais aumenta o risco de acidentes ligados a estresse, faltas, substituição de funcionários, gastos médicos e resulta também em baixa produtividade.

Um estudo publicado no Diário Organizacional de Comportamento descobriu que as pessoas que conseguiam se desligar do trabalho nos finais de semana ou nas folgas se recuperavam mais rapidamente do estresse e ficavam mais produtivas. Para “esquecer” do trabalho, os cientistas recomendam a prática de exercícios, andar ao ar livre e ter um hobby que não se relacione as atividades do trabalho. Outra maneira de se recuperar é também pensar e refletir sobre os momentos ou detalhes positivos do seu dia de trabalho que beneficiou outras pessoas.

O café é recorrente em escritórios para manter os funcionários alertas e produtivos durante o dia de trabalho. No entanto, o consumo diário e em excesso de cafeína pode ter um efeito contrário e afetar negativamente o corpo. A psicóloga Emma Seppala explica o ciclo que fãs da cafeína podem se sentir “presos” cotidianamente.

– A cafeína é um estimulante que aumenta o nível de cortisol (o hormônio natural de “estresse” produzido pelo corpo para nos ajudar a acordar);

– Os níveis de cortisol fazem a pessoa ficar dependente da ansiedade, que se torna rotineira. Esse estimulante é semelhante a quando se consome açúcar e bebidas energéticas;

– Quando os funcionários retornam a suas casas estão agitados e com dificuldade de relaxar. Assim, consomem substâncias depressivas, como álcool, remédios para dormir ou medicamentos contra a ansiedade;

– Essa alternância entre substancias estimulantes e depressivas cria um fardo no sistema nervoso que já está cansado.

Emma Seppala diz que o segredo está em encontrar o equilíbrio e evitar as substâncias estimulantes e relaxar de forma natural, como yoga e atividades ao ar livre.

Não é respirar normalmente, mas sim “respirar conscientemente”, assim como é feito na yoga e meditação. Um estudo publicado por Emma, na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, analisou os efeitos da respiração controlada entre veteranos de guerra do Iraque e Afeganistão e descobriu uma redução significativa no estresse e na ansiedade. Outro estudo ainda descobriu que respirar fundo e demorar mais para exalar o ar do que inalar ajuda a relaxar e a aumentar a energia.

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