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TOKYO – Os consumidores podem higienizar as mãos e esterilizaram seus smartphones nas ruas do elegante bairro de Ginza, em Tokyo, usando estações de lavagem de mãos que uma startup japonesa espera que revolucionem o acesso à água potável e melhor higiene.

No sábado (19), a empresa WOTA instalou 20 máquinas WOSH próximo de lojas populares de Ginza em uma iniciativa com uma associação distrital com o objetivo de encorajar os consumidores a lavar as mãos para evitar a disseminação do coronavírus.

As máquinas não requerem conexão com água corrente e não usam tanques de água doce e residual. Em vez disso, eles reciclam a água por meio de um processo de três estágios: de filtração, cloro e irradiação ultravioleta profunda.

Máquina de lavar as mãos ‘WOSH’ instalada em Ginza, Tokyo, para prevenir a propagação do coronavírus. (Reuters/Issei Kato)

As estações também possuem um dispositivo que esteriliza os smartphones durante 20-30 segundos de exposição à luz ultravioleta enquanto os usuários estão lavando as mãos, já que tocar em um smartphone sujo anularia seus esforços de higienização.

A empresa já estava desenvolvendo a máquina em parte para aliviar as longas filas nos banheiros quando a crise do Covid-19 começou no início deste ano, disse o presidente-executivo Yosuke Maeda à Reuters.

“Em meio ao impacto da Covid-19, pensamos que tínhamos que implementar isso o mais rápido possível”, disse Maeda. “Então, aceleramos o desenvolvimento e colocamos as ideias em movimento para ter a máquina pronta em dezembro, a tempo para a terceira onda do coronavírus.”

Em média, 20 litros de água proporcionam cerca de 500 lavagens, enquanto os filtros devem ser trocados após cerca de 2.000 operações, afirmou.

A máquina, no entanto, precisa ser conectada a uma fonte de alimentação.

A WOTA já começou a enviar cerca de 4.000 unidades para todo o Japão. A empresa também pretende expandir internacionalmente no próximo ano, com muitas consultas de pedidos dos Estados Unidos.

Maeda espera que o recurso do smartphone em particular transforme os hábitos de higiene.

“Pensamos que se tivesse a função de esterilização do smartphone, talvez as pessoas que nunca lavam as mãos comecem a fazê-lo”, disse o executivo

Fonte: Reuters/Chris Gallagher e Hideto Sakai – Foto: Issei Kato

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