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A Agência estatal de notícias da Coréia do Norte, a KCNA, divulgou um comunicado no dia 21 de abril último, onde faz críticas à República Popular da China de maneira velada. A Coréia do Norte sempre teve a China como aliada e é a primeira vez na sua história que toma esse tipo de atitude.

O comunicado norte-coreano diz que “o nosso País vem sendo ameaçado publicamente pelo País vizinho. Se este País quer realmente insistir em nos impor o embargo econômico, terá que arcar com as consequências catastróficas que isso trará para as nossas relações bilaterais”, ameaça.

A exportação de carvão para China é a principal fonte de divisas da Coreia do Norte

A Coréia do Norte critica desse modo, sem dar nome aos bois, a atitude da China de obedecer à resolução do Conselho de Segurança da ONU, suspendendo a importação de carvão norte-coreano, ao mesmo tempo que ameaça suspender a exportação de combustível fóssil (petróleo, gasolina,diesel, etc) à sua “ex-aliada”.

A estratégia de Trump para fazer com que a Coréia do Norte desista dos seus anseios de se tornar uma real potência nuclear, passa necessariamente pela cooperação firme da China, que sempre tem sido a sua maior parceira econômica. A China é a responsável por cerca de 90% de todo o comércio externo da Coréia do Norte.

A China parece disposta a obedecer a resolução do Conselho de Segurança da ONU e participar para valer do embargo econômico à Coreia do Norte

Para a Coréia do Norte é indispensável que ela possa continuar exportando o seu carvão, a sua principal fonte de divisas, para a China, ao mesmo tempo que necessita do petróleo chinês para continuar a ter sua economia funcionando. O presidente Donald Trump prometeu vantagens comerciais e alfandegárias especiais a China, se esta realmente colocar a Coréia do Norte contra a parede.

“O País vizinho pensa que não seremos capazes de suportar o seu embargo econômico. Este país não tem vergonha de ter a sua política externa  controlada pelos EUA?”. “Esses últimos acontecimentos só nos deram a certeza de que só podemos confiar em nós mesmos”, querendo dizer com isso que a Coréia do Norte não mudará a sua política de continuar desenvolvendo armas nucleares e mísseis balísticos.

Cada vez mais norte-coreanos tentam abandonar o seu País, atravessando a fronteira para Coreia do Sul
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