Especialistas oferecem cursos sobre normas sociais para residentes estrangeiros.
Um grupo de especialistas do governo está defendendo medidas para a integração de estrangeiros, argumentando que iniciativas como a oferta de programas que ensinem as normas sociais japonesas ajudarão a manter a ordem pública.
Em 14 de janeiro, o comitê apresentou um parecer a Kimi Onoda, ministro responsável pela supervisão das políticas relativas a cidadãos não japoneses, política que o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi prometeu fortalecer.
Ele apresentou recomendações sob duas perspectivas: garantir o cumprimento das normas e aprimorar os sistemas relevantes, bem como estabelecer regras para a aquisição de terras.
Em termos de cumprimento das normas, o painel afirmou que os cidadãos estrangeiros têm oportunidades limitadas de aprender sobre os sistemas japoneses antes e depois de entrarem no país.
"O governo deve assumir a responsabilidade de fornecer programas por meio dos quais as pessoas possam estudar continuamente a língua japonesa, bem como as normas e convenções da sociedade japonesa", afirma o jornal.
Ele acrescentou que se deve considerar a possibilidade de tornar a participação nesses programas obrigatória para aqueles que residem no Japão a médio e longo prazo.
Em relação às regras de aquisição de terras, o painel afirmou que a questão deve ser abordada sob perspectivas distintas da vida cotidiana e da segurança nacional.
Em relação ao primeiro ponto, especialistas solicitaram a coleta de mais dados para verificar a veracidade de uma situação em que alguns observadores citam transações de curto prazo realizadas por estrangeiros como um fator que explica a alta nos preços dos apartamentos. Um exemplo seria coletar mais dados sobre compras feitas por pessoas não japonesas.
Em termos de segurança nacional, o comitê afirmou que, até o momento, não foram confirmados casos em que o uso de terras por estrangeiros tenha interferido na operação de instalações das Forças de Autodefesa ou locais similares.
Ele sugere, no entanto, que, dado o ambiente de segurança cada vez mais rigoroso, chegou a hora de reavaliar como as regras de aquisição de terras devem ser estruturadas.
O documento afirma que, ao formular novas regulamentações, "é necessário considerar cuidadosamente quais tipos de medidas regulatórias são necessárias após identificar minuciosamente as preocupações específicas".
Ele acrescentou que qualquer revisão deve levar em consideração o equilíbrio entre a regulamentação proposta e a liberdade de atividade econômica, bem como a consistência com as normas internacionais.

