Sobreviventes da bomba atômica marcham em Nova York antes das negociações nucleares da ONU
NOVA YORK — Na véspera da abertura de uma conferência de revisão do tratado nuclear, sobreviventes japoneses da bomba atômica marcharam pelas ruas de Manhattan em 26 de abril, exigindo o fim da guerra e a abolição das armas nucleares.
A delegação japonesa, composta por cerca de 180 pessoas, caminhou com outros até a sede da ONU, onde a conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) deveria ser inaugurada no dia seguinte.
A delegação incluía membros de quatro organizações, entre elas a Nihon Hidankyo (Confederação Japonesa de Organizações de Vítimas das Bombas Atômicas e de Hidrogênio), um laureado com o Prêmio Nobel da Paz e a Gensuikyo (Conselho Japonês Contra as Bombas Atômicas e de Hidrogênio).
Eles se juntaram a ativistas pela paz de todo o mundo, formando uma multidão de aproximadamente 300 pessoas no total.
O grupo marchou 1,5 quilômetros até a sede da ONU, agitando faixas e bandeiras com os dizeres "Chega de Hiroshima, chega de Nagasaki" e "Não às armas nucleares".
Jiro Hamasumi, secretário-geral da Nihon Hidankyo e hibakusha in utero (ex-combatente da guerra), descreveu a conferência como "um ponto de virada em que o status do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) será questionado".
“Armas nucleares e humanidade não podem coexistir”, disse Hamasumi, de 80 anos, em um discurso durante um comício antes da marcha. “Vamos fortalecer a solidariedade internacional entre as ONGs por um mundo pacífico e livre de armas nucleares.”

