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Em quinto dia de greve dos caminhoneiros no Brasil, cresce temor de desabastecimento

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A greve dos caminhoneiros chegou ao seu quarto dia, crescendo o temor de que haja um desabastecimento de alimentos e outros produtos essenciais nas cidades.

As dúvidas a respeito tomaram as redes sociais e invadiram as mensagens no Whatsapp.

Apesar do receio de que falte comida para a população, a situação dos supermercados em São Paulo nos bairros centrais não é crítica, ao menos por enquanto. Mas, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) sentiu o impacto da paralisação. Em comunicado, a Companhia diz que os efeitos da greve “no sistema de abastecimento de frutas, legumes e verduras no Entreposto Terminal São Paulo foram bastante sentidos pelos comerciantes de modo geral”. O pavilhão do Mercado Livre do Produtor (MLP), onde são comercializadas verduras e hortaliças no atacado, operou com menos de 50% da sua capacidade, segundo a companhia. “Operou-se hoje com menos de 50% de sua capacidade, ocasionando uma subsequente elevação de preços”. Alguns itens foram vendidos com alta de 80% do preço em comparação à semana passada, como é o caso da batata.

No Rio, supermercados estavam com falta de alguns produtos, e já previam uma sexta-feira mais complicada. Na Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro, houve queda de 90% na movimentação de caminhões de entrega.

Já no Recife, o clima, por ora, ainda não era preocupante. Em um dos mercados faltava tomate e batata, mas os demais alimentos e produtos estavam nas prateleiras. Para administrar os problemas relacionados à greve, o Governo do Estado de Pernambuco instituiu um gabinete de gestão da crise. Em entrevista coletiva, o alto escalão da gestão Paulo Câmara garantiu que não está faltando alimentos. “Nós temos estrutura logística na central [Ceasa]”, disse Pedro Eurico, secretário da Justiça e dos Direitos Humanos. “Estamos abastecidos e não está faltando alimento”.

Outra preocupação é com o abastecimento de hospitais. O Hospital das Clínicas, um dos maiores do país, em São Paulo, informou que opera normalmente e que não falta nenhum insumo no local. A Secretaria Municipal da Saúde da cidade também afirmou “que todas as unidades estão funcionando normalmente e que, até o momento, não houve registro de falta de medicamento”.

Por outro lado, a Associação Nacional de Hospitais Privados divulgou uma carta pedindo que os grevistas não bloqueiem carregamentos “de gases medicinais (como oxigênio, por exemplo), medicamentos e outros insumos essenciais”. De acordo com a nota, os hospitais associados “começam a detectar uma queda substancial dos estoques e uma iminente falta de insumos nas instituições de saúde, que pode ameaçar o bem-estar e a vida dos pacientes atendidos”.

Transporte público

Em São Paulo algumas empresas de transporte público tiveram sua frota afetada, e reduziram o número de ônibus em circulação. No terminal Santo Amaro, na zona sul da capital, o sistema de alto-falantes informou que “devido à redução de frotas, as linhas estão operando em intervalos prolongados”. Filas grandes se formam em alguns pontos. Para compensar a falta de ônibus as linhas de trem e metrô da capital operam com capacidade máxima mesmo fora do horário de pico.

A SPTrans anunciou que na sexta-feira a frota será reduzida em 50%, e que o intervalo entre os ônibus será aumentado. O rodízio continuará suspenso.

Já em Brasília a frota foi reduzida em quase 40% e há rumores de que na sexta-feira o serviço possa ser suspenso por falta de combustível para os veículos.

fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/24/politica/1527192370_939719.html

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