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Pesquisa: Percentual recorde de japoneses considera a possibilidade de adiar o casamento.

No Japão, a proporção de jovens entre 18 e 34 anos que não têm intenção de se casar ultrapassou os 20% pela primeira vez, tanto entre homens quanto entre mulheres, segundo uma pesquisa.

A pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Populacional e de Seguridade Social também revelou que um número recorde de 40% dos entrevistados disseram não ver nenhum benefício no casamento.

O instituto vem realizando pesquisas com essa população aproximadamente a cada cinco anos desde 1982.

Aproximadamente 3.500 participantes que nunca haviam se casado participaram da pesquisa de 2025 do instituto, cujos resultados foram publicados em 11 de setembro.

As respostas por gênero também bateram recordes, com 24% dos homens indicando que não planejam se casar e 21,5% das mulheres respondendo da mesma forma.

O número de pessoas contrárias ao casamento aumentou rapidamente na última década.

Na pesquisa de 2015, 12% dos homens e 8% das mulheres não tinham intenção de se casar.

A proporção de entrevistados na pesquisa de 2025 que afirmaram ter a intenção de se casar algum dia caiu abaixo de 80% pela primeira vez.

O instituto atribui essa tendência a um possível aumento no número de pessoas capazes de fazer suas próprias escolhas, em vez de serem influenciadas pela norma social de que deveriam se casar.

Os participantes que acreditam que o casamento não traz benefícios representam 42,8% dos homens e 36% das mulheres. Ambos os números representam um aumento de quase 8 pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior, realizada em 2021.

Por outro lado, a proporção de entrevistados que acreditam que o casamento tem vantagens caiu para um nível historicamente baixo de 56,3% entre os homens e 63,4% entre as mulheres.

A pesquisa também indicou que as visões tradicionais sobre os papéis de gênero estão se tornando cada vez menos comuns.

Na pesquisa de 2015, a escolha de trajetória de vida mais popular entre homens e mulheres foi o "percurso de recolocação profissional", em que a mulher para de trabalhar depois de se casar ou ter filhos e retorna ao mercado de trabalho após criá-los.

Contudo, na pesquisa de 2021, a opção preferida foi o arranjo "trabalho-família simultâneo", no qual a mulher continua a trabalhar. Essa tendência se manteve na pesquisa mais recente.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre as qualidades que eles valorizam em um cônjuge em potencial.

O estudo revela que um número crescente de homens valoriza o potencial financeiro, enquanto 70% das mulheres afirmam apreciar a capacidade e a disposição do parceiro em realizar tarefas domésticas e cuidar dos filhos.