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Os incêndios na Austrália estão criando seu próprio microclima, o que gera mais queimadas. Na imagem acima é possível ver o ciclo de formação de nuvens. (1) Nuvens de vapor; (2) Vapor esfria; (3) Nuvem; (4) Tempestade; (5) Explosões; (6) Raios (Foto: Escritório de Meteorologia de Victoria)

Os incêndios que atingem a Austrália desde meados de 2019 estão entre os piores já presenciados pelo país da Oceania. Segundo as autoridades locais, ao menos 1200 casas já foram destruídas pelo fogo e cerca de 4 milhões de hectares de floresta foram destruídos só no sudeste australiano.

Como se não bastasse, um novo fenômeno causa preocupação: segundo os especialistas do Escritório de Metereologia de Victoria, as queimadas estão gerando seu próprio microclima. De acordo com os pesquisadores, o calor do fogo é tão intenso que tem o poder de alterar a atmosfera acima das queimadas. À medida que o calor aumenta, uma nuvem de fumaça se forma sobre as florestas. Você pode estar pensando: “mas com a formação de nuvens haverá chuva, o que pode ajudar a acabar com o fogo, correto?” Sim e não. Apesar da potencial chuva, as plumas gigantescas podem espalhar brasas ainda quentes — gerando mais focos de incêndio.

Além disso, os especialistas explicam que o tipo de nuvem formada em ocasiões como essa é a pirocumulonimbus, nuvem de tempestade carregada de energia. Quando ela encontra outras massas de ar, o resultado são raios — que também podem levar a mais incêndios.

“As nuvens pirocumulonimbus se desenvolveram a altitudes acima de 16 km no leste de #Gippsland nesta tarde. Essas tempestades induzidas pelo fogo podem espalhar incêndios por raios, lançar brasas e gerar fortes ventos”, informou o Escritório de Metereologia de Victoria em seu Twitter.

 

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