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Muitas famílias em todo o Japão estão tendo que se ausentar do trabalho por causa da decisão do Primeiro-ministro Shinzo Abe, de fechar as escolas do país para prevenir que o Coronavírus se espalhe.

Especialistas criticam essa decisão e questionam se o fechamento das escolas em todo o país ajudará a conter a disseminação do novo coronavírus. Abe, admitiu no início desta semana que havia tomado a decisão sem consultar especialistas em doenças infecciosas.

Reiko Saito, professor da Escola de Medicina da Universidade Niigata Saito, especialista em controle de doenças, explica que os maiores grupos de pessoas afetadas pela doença estão na faixa dos 50 ou 60 anos e fechar escolas de ensino fundamental  e médio não faz muito sentido do ponto de vista da saúde pública.

Após o pedido do Primeiro-ministro, quase todas as prefeituras decidiram fechar as escolas de ensino fundamental, médio e superior. No entanto, muitas escolas primárias deixaram instalações abertas para crianças incapazes de ficar em casa sozinhas enquanto seus pais trabalham.

O Gakudo ( salas de aulas de reforço ) em algumas regiões do país continuam atendendo e normalmente cuidam de crianças da primeira, segunda e terceira séries até que seus pais voltem para casa do trabalho. O acesso a esses serviços é garantido pela Lei de Bem-Estar da Criança de 1997. No entanto, as crianças precisam estar oficialmente matriculadas no Gakudō e pagar uma taxa mensal. A UNESCO manifestou preocupação e diz que o COVID-19 ameaça ‘o direito à educação’ e  290 milhões de crianças estão sem ir a escola.

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