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Em outubro do ano passado o mecânico de carros, Tadaaki Igari (57), morreu por excesso de trabalho (ou karoshi), enquanto fazia a manutenção de um veículo da Usina Nuclear de Fukushima.

No mês passado o Escritório de Inspeção de Práticas de Trabalho  recebeu um pedido de indenização por parte da família de Igari, que acusava a empresa de forçar o homem a trabalhar acima do permitido. Após a análise do caso, o Escritório deu ganho de causa para a família, exigindo providências por parte da empresa.

Na última quarta-feira (7), a esposa de Tadaaki, participou de uma coletiva de imprensa no prédio do governo da província de Fukushima.

Ela desejou que nenhum outro funcionário encarregado das operações na Usina Nuclear de Fukushima tenha o mesmo destino de seu marido. Segundo as análises feitas pelas autoridades da província, Igari fez em um mês, um total de 122 horas de trabalho fora do período normal de expediente.

Igari faleceu dentro das próprias instalações da usina, deitado, exausto e com suor por todo o corpo. A morte do funcionário, acendeu um sinal de alerta nas autoridades, pois outros trabalhadores podem estar passando pela mesma situação.

A esposa de Igari espera que ao menos a morte de seu marido sirva para que as condições de trabalho dos funcionários da Usina Nuclear de Fukushima melhore e que eles sejam tratados de forma mais humana.

Casos de karoshi no Japão não são incomuns, ocorrendo tanto em fábricas, quanto empresas, a ponto da palavra ter sido exportada para outros países.

Fonte: TV Asahi, NHK WEB NEWS

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