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WASHIGTON – Os EUA informaram na quarta-feira (8) que a proposta do Brasil de ser aderido como novo membro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ainda segue em estudo.

A proposta foi feita pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante sua visita aos EUA em março deste ano. Na época, o acordo entre os dois é de que o Brasil abriria mão do Tratamento Especial e Diferenciado (TED) em acordos da Organização Mundial de Comércio (OMC) caso fosse aceito na OCDE.

Apesar de elogiar a postura brasileira, a delegação americana disse ontem durante a reunião do Conselho dos Representantes da OCDE que não havia recebido instruções de Washington para comentar ou conversar sobre a adesão de possíveis novos membros. A questão será discutida apenas nos dias 22 e 23 de maio durante a conferência ministerial do bloco que será realizada em Paris, na França.

A delegação americana repetiu apenas o discurso do presidente Trump que apoia a entrada do Brasil na OCDE, mas “o alargamento da entidade deve vir num contexto de sua modernização”. A declaração deixou no ar, qual seria exatamente este “contexto” e o que é visto como “modernização” pela OCDE.

O que ficou claro, no entanto, é que o Brasil terá que esperar mais um pouco até ser aceito. Para Washington, a Argentina que negociava acordo semelhante tem prioridade, pois o projeto entre os dois países está na mesa há mais tempo.

O quadro pode mudar daqui a duas semanas. O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, estará na conferência ministerial da OCDE e deverá defender o projeto brasileiro de entrada na entidade.

Fonte: G1 

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