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Uma explosão gigantesca em armazéns no porto de Beirute matou mais de 70 pessoas, feriu mais de 2.750 e provocou ondas de choque que estilhaçaram janelas, danificaram edifícios e fizeram estremecer o chão da capital libanesa nesta terça-feira (4).
Autoridades disseram que o número de mortos deve crescer, à medida que equipes de emergência escavam os destroços para resgatar pessoas e retirar os corpos. Foi a mais poderosa explosão em anos a atingir Beirute, que já sofre com uma crise econômica e com a pandemia do novo coronavírus.

O ministro do Interior do Líbano afirmou que informações iniciais indicavam que material altamente explosivo, apreendido anos atrás, estava armazenado no porto e havia explodido.

Israel, que já travou diversas guerras contra o Líbano, negou qualquer tipo de envolvimento e ofereceu ajuda.

“O que estamos testemunhando é uma enorme catástrofe”, afirmou o diretor da Cruz Vermelha no Líbano, George Kettani, à rede Mayadeen. “Há vítimas e mortos por toda parte”.

Horas após a explosão, que aconteceu pouco depois das 18h (horário local), um incêndio ainda ardia no distrito portuário, projetando um brilho alaranjado no céu noturno, enquanto helicópteros sobrevoavam e sirenes de ambulância soavam por toda a capital.

A fumaça é vista após uma explosão em Beirute. Foto: REUTERS/ISSAM ABDALLAH

A explosão foi tão grande que alguns moradores de Beirute, onde ainda estão vivas as memórias dos bombardeios pesados durante a guerra civil que durou entre 1975 e 1990, pensaram estar passando por um terremoto. Pessoas atordoadas, feridas e chorando andavam pelas ruas procurando parentes.

O ministro do Interior disse ao canal de televisão Al Jadeed que nitrato de amônio era armazenado no porto desde 2014.

Imagens da explosão compartilhadas por moradores da cidade nas redes sociais mostram uma coluna de fumaça subindo do porto, seguida por uma enorme explosão, provocando uma bola de fogo e uma nuvem branca no céu. Pessoas que filmavam o incidente a partir de edifícios altos a 2 quilômetros do porto foram arremessadas para trás pela onda de choque.

Não ficou imediatamente claro o que causou o foco de incêndio inicial que provocou a explosão.

O presidente Michel Aoun convocou uma reunião de emergência do Conselho Supremo de Defesa. O primeiro-ministro pediu um dia de luto na quarta-feira.

O poderoso movimento libanês do Hezbollah disse que todas as forças políticas do país devem superar a “dolorosa catástrofe” depois da explosão.

 

 

Fonte: Reuters / Foto da capa: Mohamed Azakir

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