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TÓQUIO – Um tribunal de Tóquio decidiu na quinta-feira (17), que a segunda filha de 39 anos do fundador da seita AUM Shinrikyo, Shoko Asahara, pode receber posse de seus restos mortais cremados.

As cinzas de Asahara foram guardadas em uma casa de detenção na capital japonesa desde que ele foi enforcado em julho de 2018 junto com outras 12 pessoas, acusadas pelo ataque com gás sarin de 1995 no metrô de Tóquio, que deixou 14 mortos e mais de 6.000 outros feridos.

A decisão tomada pelo Tribunal de Família de Tóquio deve definir a divergência dentro da família de Asahara sobre quem vai ganhar a posse de suas cinzas, com sua quarta filha, 31, planejando entrar com um recurso na justiça.

As fontes disseram que Asahara, cujo nome verdadeiro era Chizuo Matsumoto, nomeou sua quarta filha como a única a receber seu corpo quando um oficial do centro de detenção perguntou antes de sua execução.

Mas outros membros da família, incluindo a segunda filha e a terceira filha de 37 anos, argumentaram que não foi possível para Asahara designar uma pessoa específica, pois ele “teve dificuldade em se comunicar quando estava no corredor da morte”.

Separadamente, a viúva de Asahara de 62 anos, com quem ele teve dois filhos e quatro filhas, também está buscando a posse de seus restos mortais.

O corpo de Asahara foi cremado poucos dias após sua execução na Casa de Detenção de Tóquio.

A Agência de Inteligência de Segurança Pública está monitorando de perto Aleph, um grupo sucessor da AUM Shinrikyo, devido a preocupações de que os seguidores possam adorar os restos mortais de Asahara assim que forem libertados.

A seita AUM evoluiu de uma escola de ioga fundada por Asahara em 1984 e tinha cerca de 1.400 seguidores residentes e mais de 10.000 seguidores em seu auge. Embora o culto tenha falido em 1996, três grupos sucessores – Aleph e dois grupos dissidentes – ainda estão ativos.

Fonte: Kyodo

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